Moniz e Veiga podem ser afastados das próximas eleições

Se os novos estatutos do Benfica já estivessem em vigor, José Eduardo Moniz e José Veiga não se poderiam candidatar à presidência do clube nos próximos actos eleitorais. Só em 2020 é que ambos estariam em condições de ocupar o lugar de Luís Filipe Vieira.

O ponto mais polémico dos novos estatutos do Benfica, que vão ser submetidos para aprovação na generalidade no dia 23, reside nas condições de  que um sócio do Benfica precisa de reunir para se candidatar a presidente dos três órgãos sociais (Direcção, Assembleia Geral e Conselho Fiscal) -  15 anos de sócio efectivo (eram cinco) e 10 anos consecutivos a pagar quotas à altura do acto eleitoral.
Todas estas condições reduzem a 17 mil o actual universo de associados com possibilidades de concorrer ao acto eleitoral

Estes estatutos, caso sejam aprovados, afastam desde logo os mais recentes opositores de Vieira dos próximos actos eleitorais; José Veiga, José Eduardo Moniz e Bruno Carvalho.
O antigo homem forte do futebol tem apenas seis anos de filiação como sócio efectivo, já o antigo director-geral da TVI esteve 31 anos sem regularizar quotas, tendo-o feito no ano passado. Bruno Carvalho, candidato derrotado no último acto eleitoral, tem dois anos de sócio efectivo.

A revisão dos estatutos prevê também a alteração da duração do mandato dos órgãos sociais. Actualmente é de três anos, se os sócios do Benfica aprovarem as determinações desta comissão passará para quatro anos.
Outras normas, como a obrigatoriedade dos presidentes das casas do Benfica e os atletas do clube serem sócios efectivos ou ainda a atribuição de 50 votos a quem tiver mais de 25 anos como sócio efectivo parecem ser susceptíveis de fácil aceitação.

(veja mais desenvolvimentos na edição do DN desta quinta-feira)

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