Zoro: "O Benfica e Vieira trataram-me como um cão!"

Jogador marfinense conta que ele, Makukula, Balboa e Jorge Ribeiro foram marginalizados pelo Benfica e por Luís Filipe Vieira. Diz que clube da Luz é grande, mas comandado por "gente pequena".

Marco Zoro abriu o livro e, pela primeira vez desde a saída do Benfica, contou como correu a experiência na Luz. O internacional costa-marfinense chegou às águias em 2007, oriundo do Messina, de Itália, mas pouco foi utilizado e durante largos meses esteve a treinar-se à parte.

"Estou livre, rescindi o meu contrato há algumas semanas. Mas foi um processo longo, com os dirigentes a fazerem-me esperar pelo dinheiro que deviam durante meses. Não fui feliz nesse clube, tinha de deixar o Benfica", disse o defesa, em declarações ao sítio brasileiro "bloGolo".

"O presidente Vieira veio falar comigo ao fim de dois jogos e disse-me que não me queria na equipa por ter engordado. Engordei sim, mas um quilo apenas. Disse-lhe que ia trabalhar para perder, mas ele nem quis ouvir. Na verdade, fui o instrumento que ele usou para se vingar do José Veiga. Colocou-me a treinar à parte, nunca fiz parte da pré-época. Makukula, Balboa, Jorge Ribeiro e eu... Éramos um grupo de dez jogadores que foram colocados de lado. Quando esses se foram embora, comecei a ter de me equipar num balneário à parte. Fui tratado como um cão!", apontou o jogador.

Apesar das críticas aos dirigentes encarnados, Zoro elogia os adeptos das águias. "Os adeptos do Benfica sempre tiveram respeito por mim. Não tive culpa por não jogar. Se joguei oito anos em Itália certamente não sou uma nulidade. O Benfica é um clube grande, com adeptos fantásticos, mas que é comandado por gente pequena", atirou.

Zoro reservou um elogio especial para o Vitória de Setúbal, clube a que esteve cedido pelos encarnados. "O Benfica vai ficar na minha memória como uma experiência muito negativa. Foi horrível, nem quero pensar nisso. Por outro lado, tenho boas memórias do Setúbal, tenho lá bons amigos", concluiu.

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