Vieira promete: Enzo Pérez e Gaitán só pelas cláusulas

Presidente do Benfica garantiu que Enzo Pérez só sairá para o Valência pela cláusula de rescisão. Quanto a Gaitán, diz que não se lembra de quanto é a cláusula.

Luís Filipe Vieira prometeu, em entrevista à BTV nesta quinta-feira, que Enzo Pérez e Nico Gaitán só deixarão o Benfica caso as respetivas cláusulas de rescisão sejam pagas.

"Se pagarem a cláusula do Gaitán ou do Enzo não podemos fazer nada. Se não pagarem, não saem. O Enzo renovou recentemente contrato e estava feliz, em breve vamos também falar com o Gaitán para renovar", assegurou, desmentindo que o médio argentino tenha acordo com o Valência.

O presidente do Benfica assegurou, assim, que Enzo Pérez só sairá se o Valência pagar 30 milhões de euros a pronto pelo médio de 28 anos. Quanto a Nico Gaitán, Vieira teve uma reação insólita: "Não me recordo agora de quanto é a cláusula [de rescisão]."

Vieira reagiu, ainda, às notícias que colocam Luisão perto da Juventus, assegurando que não foi contactado pelo clube de Turim.

Luís Filipe Vieira assegurou que o Benfica não foi obrigado a vender nenhum jogador por pressão da banca, tendo apenas decidido abdicar de Garay e Cardozo. Quanto a Oblak e Markovic, o dirigente garante que as cláusulas de rescisão foram pagas, embora no caso do avançado sérvio não haja uma única referência a uma cláusula na informação que foi prestada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Relativamente à saída consumada de Garay, o presidente dos encarnados assume a intenção inicial era manter o jogador argentino durante apenas uma época na Luz.

"O Garay foi adquirido no âmbito da transferência do Fábio Coentrão para o Real Madrid. O Benfica ficou com 50 por cento do passe e o jogador era para sair ao fim de um ano devido ao seu elevado salário, razão pela qual colocámos uma cláusula de rescisão baixa, de 20 milhões de euros", explicou Luís Filipe Vieira.

No entanto, o presidente do Benfica revelou que "não teve ofertas" após a primeira época para vender Garay e que o jogador "nunca quis sair", mas que em janeiro último recebeu uma proposta escrita de 15 ou 16 milhões e que a resposta que deu foi que "era impossível o jogador sair".

Em relação à época em curso, Vieira garantiu que a renovação com Garay "era impossível", devido aos vencimentos que auferia, que "o Benfica ou qualquer outro clube português não têm capacidade para satisfazer", e que "só muito poucos na Europa o poderiam fazer".

"Não havia outro caminho, até porque o Garay seria livre em janeiro", rematou Luís Filipe Vieira, que abordou ainda uma notícia veiculada em Itália acerca do interesse da Juventus no capitão Luisão, que teria pedido ao Benfica para o deixar sair.

Todavia, o presidente dos "encarnados" negou qualquer contacto da Juventus, lembrou que Luisão tem mais dois anos de contrato e que se houvesse interesse do clube de Turim já teria sido contactado, além de que "não admite assédio a jogadores do plantel sem o conhecimento do Benfica".

"O Luisão vai acabar a carreira aqui", afiançou Luís Filipe Vieira, que abordou ainda a controversa questão da aposta do Benfica na formação e as queixas de jogadores formados no clube que tiveram de sair para tentarem afirmar-se.

Referindo-se aos casos concretos de Ivan Cavaleiro, Cancelo e Bernardo Silva, revelou que estes "teriam de jogar na equipa B esta época, porque não teriam espaço na equipa principal", razão pela qual sustentou que "é preferível que possam crescer noutros clubes e competir em campeonatos exigentes", sendo certo que "alguns regressarão e outros não", mas garantiu ao mesmo tempo que o Benfica "vai continuar a apostar na formação".

O presidente das águias não esclareceu, no entanto, se os direitos económicos dos três atletas foram ou serão vendidos a um fundo de investimento.

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