Benfica vence em Portimão e sobe à liderança

Cervi foi decisivo no triunfo das águias na visita ao Portimonense. Encarnados ficam à espera dos jogos de FC Porto e Sporting.

O Benfica ganhou este sábado, no terreno do Portimonense (1-3), tornando-se líder à condição da I Liga. Cervi (2) e Zivkovic fizeram os golos da equipa encarnada, que - apesar da vitória folgada - sentiu bastantes dificuldades na partida, da 22.ª jornada da I Liga.

O Portimonense demorou a reagir ao golo madrugador de Cervi (7'). No entanto, quando o fez, pôs o Benfica em sentido: depois de se aproximar da baliza encarnada a partir do minuto 35, empatou aos 65', numa cabeçada certeira de Felipe Macedo.

Cervi acabou por ser decisivo, ao desfazer o empate, na marcação de um livre direto (77'). Depois, quando os alvinegros ainda procuravam o 2-2, Zivkovic acabou com as dúvidas (90+5').

Com o triunfo, o Benfica sobe provisoriamente ao 1.º lugar do campeonato: tem 53 pontos e fica à espera de saber o que fazem FC Porto (52) e Sporting (50), que jogam domingo, frente a Chaves e Feirense (respetivamente). Quanto ao Portimonense, continua tranquilo no 11.º lugar da I Liga, com 24 pontos.

EQUIPAS:
Portimonense: Ricardo Ferreira; Hackman, Lucas Possignolo, Felipe e Rúben Fernandes; Dener (Pires, 84'), Ewerton e Pedro Sá (Fede Varela, 46'); Nakajima (Galeno, 76'), Fabrício e Bruno Tabata.
Benfica: Bruno Varela; André Almeida, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo; Zivkovic, Fejsa e Pizzi (Diogo Gonçalves, 90+3'); Rafa (Samaris, 82'), Jonas (Raúl Jiménez, 64') e Cervi.
Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco)

GOLOS: 1-0 Cervi (7'), 1-1 Felipe Macedo (65'), 1-2 Cervi (78'), 1-3 Zivkovic (90+5')

FILME DO JOGO:

Ler mais

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.