Luís Filipe Vieira diz que vai aplicar dinheiro da NOS na redução do passivo

Presidente do Benfica aborda o novo contrato de direitos televisivos e diz que não vai contratar reforços no mercado de inverno

Luís Filipe Vieira, em entrevista ao semanário Expresso, comentou o negócio entre o Benfica e a NOS para a cedência dos direitos televisivos dos jogos da I Liga disputados no Estádio da Luz, revelando qual será o plano para o futuro próximo.

"Reforços em janeiro não têm nada a ver com este acordo. Parte substancial será para reduzir o passivo. Vamos reforçar a nossa aposta no Caixa Futebol Campus: na formação", garantiu o presidente do Benfica, apostado em deixar "um Benfica credível, mais português e sem dívida, ou com dívida residual", para o sucessor.

"Gostava de ter encontrado este Benfica quando assumi funções de presidente", desabafou Vieira, que garante que o Benfica continuará a ter autonomia total. "Os donos da bola serão sempre os clubes, e nunca os operadores", vincou.

O presidente do Benfica reagiu, ainda, ao facto de o novo acordo com a NOS inviabilizar a centralização dos direitos televisivos na I Liga. "Não foi só o Benfica que passou a encarar a centralização como um processo quase impossível. A própria Liga assumiu recentemente essa impossibilidade em documentos que foram partilhados com todos os clubes", alegou.

Luís Filipe Vieira reivindicou, ainda, a luta pelo título de campeão. "Reconheço que a equipa tem mais jovens e isso significa dar tempo de crescimento à equipa. O Benfica está preparado para discutir o título, mas nunca iremos comprometer o médio e longo prazo", definiu.

O Benfica, recorde-se, informou a CMVM que "o contrato [com a NOS] terá início na época desportiva 2016/2017 e terá uma duração inicial de três anos, podendo ser renovado por decisão de qualquer das partes até perfazer um total de dez épocas desportivas, ascendendo a contrapartida financeira global ao montante de 400 milhões de euros, repartida em montantes anuais progressivos".

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