Jesus, entre seis anos de evolução e dois empates "fundamentais"

Treinador do Benfica garantiu em definitivo um lugar na história: é o 1.º português bicampeão no clube e junta-se aos compatriotas com mais títulos nacionais - 3, com Artur Jorge e Jesualdo Ferreira.

"Os grandes vencedores foram os jogadores", disse ele, no final. Mas foi Jorge Jesus que garantiu, em definitivo, um lugar na história do Benfica e do futebol português, com a conquista do 34.º título nacional do clube. O treinador tornou-se o primeiro português a conduzir as àguias a um bicampeonato. E juntou-se à dupla de compatriotas com mais vitórias na I Liga (Artur Jorge e Jesualdo Ferreira, com três). Na hora do rescaldo, sublinhou a forma como a equipa "tem vindo a crescer" ao longo dos seis anos que leva na Luz. E lembrou dois momentos "fundamentais" para a festa de ontem: os empates em Alvalade, com o Sporting (1-1, com um golo de Jardel, nos descontos), e em casa, com o FC Porto (0-0).

Um bicampeonato era algo que as águias não conseguiam desde 1984. "Ser bicampeão era fundamental para a história do Benfica, que ao longo dos últimos 30 anos não tinha conseguido ganhar dois campeonatos seguidos. Já houve muitos a consegui-lo noutros lados, mas penso que fui o único português a fazê-lo no Benfica", lembrou Jorge Jesus, na conferência de imprensa, após o jogo de Guimarães ("merecíamos uma vitória folgada"). O técnico estava certo nas contas. E com o título de 2014/15, a somar aos de 2009/10 e 2013/14, até poderia destacar outros feitos: é o segundo treinador mais vezes campeão no Benfica (só atrás de Otto Glória) e iguala o recorde de Artur Jorge (1984/85, 1985/86, 1989/90) e Jesualdo Ferreira (2006/07, 2007/08 e 2008/09), ambos com três Ligas ganhas no FC Porto.

Os números ajudam a provar a evolução da equipa encarnada, que veio abalar a hegemonia azul e branca dos últimos 30 anos. Jesus também falou desse crescimento, desde que chegou ao clube em 2009/10. "Ao longo de seis anos temos vindo a crescer. O Benfica tem sido uma equipa que ou ganha ou disputa títulos. Quando não ganhou, disputou-os até à ultima jornada [a exceção foi 2010/11]. Isso demonstra a nossa capacidade", apontou. O desenvolvimento mostrou--se também a nível mental. "Também conquistámos o título pela nossa experiência, de saber trabalhar em cima da emoção e da pressão", sublinhou Jesus.

Leia mais na edição impressa ou no epaper do DN.

Exclusivos