Da Musgueira ao Benfica em 15 minutos

Começou no clube que se orgulha de "tirar miúdos das barracas". Quis deixar o futebol por não gostar de levar pancada nos jogos

Renato Sanches tornou-se, em Astana, no quarto futebolista mais jovem de sempre do Benfica a jogar nas provas da UEFA. Com 18 anos, oito meses e oito dias, o médio cumpriu um sonho de menino, como o próprio revelou no final da partida da Liga dos Campeões, que terminou empatada 2-2.

Numa altura em que os encarnados decidiram apostar nos jovens da formação, Renato Sanches fez, tal como Gonçalo Guedes, todos os escalões jovens do Benfica. No entanto, foi no modesto Águias da Musgueira que deu os primeiros pontapés na bola, aos oito anos.

"O Renato morava perto do nosso complexo desportivo e andava sempre por aqui. Um dia desafiei-o a treinar connosco", conta ao DN o presidente do clube lisboeta, António Quadros. Foi o início do percurso de um atleta que o dirigente diz ser "uma pérola negra".

O seu talento inato fez com que, ainda com idade para jogar nas escolinhas, passasse para os infantis. Mas não foi fácil manter aquele menino no clube. "Ao princípio, ele irritava-se porque não gostava que lhe dessem sarrafada. Vinha ter comigo e dizia que não queria jogar mais", revela António Quadros, que o tentava sempre acalmar. "Dizia-lhe que tinha de ter calma e ele lá voltava a jogar", revela "orgulhoso" por ver que aquele miúdo "cheio de energia" jogar na equipa principal do Benfica aos 18 anos.

Leia mais na edição impressa e no epaper do DN.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.