Benfica goleia Arouca na Taça da Liga

O Benfica venceu esta quarta-feira o Arouca por 4-0, em jogo da segunda jornada do grupo A da Taça da Liga em futebol, cuja história se resumiu a um passeio para uma equipa reservista dos 'encarnados'.

Jorge Jesus jogou apenas com um habitual titular, Maxi Pereira, e uma maioria de habituais suplentes, a que se juntaram dois jovens da equipa B, Rui Fonte e Gonçalo Guedes, e por Sílvio e Sulejmani, que estão a regressar de longas lesões.

O Arouca jogou praticamente com a equipa habitual da I Liga, salvo uma ou outra exceção, e mesmo assim foi totalmente subjugado pelo Benfica, a quem bastou jogar noventa minutos em ritmo de treino para superar a débil oposição com que se deparou.

A primeira meia hora teve dois ritmos, jogada lentamente, com o Benfica a dominar, mas a fazê-lo com tal lentidão e previsibilidade que até um Arouca a defender posicionalmente com grande passividade foi chegando e sobrando. Os 'encarnados' só criavam algum perigo nos lances de bola parada, em livres e cantos.

Num das raras acelerações do ataque encarnado, Maxi Pereira galgou o seu flanco e, desmarcado por Pizzi, cruzou para o coração da área onde estava Rui Fonte, que foi derrubado por Tomás Dabó, dando origem a um penálti e à expulsão do arouquense, aos 30 minutos.

Se as coisas estavam fáceis para o Benfica, mais ficaram com mais um jogador e o penálti convertido por Pizzi, o que acentuou ainda mais a incapacidade do Arouca estender o jogo até à grande área de Artur, perdendo sucessivamente a bola nas saídas para o ataque em zonas recuadas por falta de qualidade individual e coletiva.

Aos 42 minutos, Cristante fez o 2-0 com um remate potente de fora da área, que ainda tabelou num adversário, e apesar do jogo estar mais do que resolvido, Jesus deixou na cabina ao intervalo Rui Fonte e Gonçalo Guedes e lançou dois titulares, Salvio, regressado de lesão, para ganhar ritmo, e Jonas.

A segunda parte foi ainda mais monótona, arrastada e penosa para os espetadores, com o Benfica a jogar a passo e o Arouca, resignado, a ver, que se traduziria em mais dois golos na ponta final, aos 83 e 84 minutos, um de Salvio e outro de Jonas.

De destacar no Benfica, as boas exibições de Pizzi e Cristante, além da natural falta de ritmo de Sílvio e Sulejmani e o pouco tempo de jogo concedido a Rui Fonte e Gonçalo Guedes.

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