Benfica fez por merecer a pior campanha lusa de sempre

Encarnados voltaram a perder com o Basileia e acabaram a participação no grupo A sem somar qualquer ponto, marcando apenas um golo em seis jornadas.

Mais um jogo, mais uma derrota. O Benfica terminou a participação na Liga dos Campeões com um resultado idêntico ao dos primeiros cinco jogos: um desaire, em casa, com o Basileia.

Assim, os encarnados - ontem com muitas caras novas no onze, tal como Rui Vitória prometera -, tornaram-se na equipa portuguesa com a pior performance de sempre na fase de grupos da Liga dos Campeões, sem qualquer ponto. Valeu na primeira jornada, diante do CSKA, um golo de Seferovic, na derrota por 1-2, para não serem mesmo a pior equipa da história da prova - o Dínamo de Zagreb, que no ano passaram terminou sem qualquer ponto e sem qualquer golo marcado. O Benfica termina com 1-14 em golos.

E, diga-se, os encarnados fizeram por merecer este desfecho. Ontem voltaram a demonstrar falta de estaleca para a Liga dos Campeões. É verdade que houve muito sangue fresco, sem experiência nesta andanças, mas também não houve estratégia, vontade, quase nada.

Tal como em Basileia, a equipa de Rui Vitória começou cedo a perder, logo aos 5, com Elyounoussi a aproveitar um cruzamento de Lang da direita e a surgir sozinho na área. Talvez pelo golo, ou não, a verdade é que o Benfica voltou a demonstrar muita intranquilidade, sem capacidade para construir, com João Carvalho e Pizzi, no meio-campo, sem intensidade para causarem desequilíbrios e levarem o jogo para a frente, onde Seferovic até lutou muito, mas nunca esteve bem acompanhado.

E foi no meio-campo que o Benfica acabou por perder o jogo. Perdeu praticamente todos os duelos, não mostrava agressividade, ao contrário dos helvéticos, e não encontrava espaços para progredir. É verdade que o Basileia não fez muito durante os 90 minutos, mas a ganhar desde cedo, e sabendo que esse resultado a apurava, a equipa suíça preferiu dar a bola às águias e controlar as investidas encarnadas.

Após uns primeiros 45 minutos bastante amorfos, as águias deram um ar de sua graça no início da etapa complementar. Mais rápido, a aproveitar o jogo pelas alas, já que pelo meio perdia quase todos os duelos, o Benfica fazia a bola chegar mais vezes à área. Mas a verdade é que, mesmo recuados para o seu meio-campo, os suíços raramente abriram brechas.

Rui Vitória ainda tentou quebrar a muralha defensiva com a entrada de Jonas, aos 62, mas os helvéticos acabariam por matar o jogo três minutos depois. Num livre para a área houve mais uma falha defensiva, Oberlin apareceu sozinho em voo rasteiro e fez o 2-0. Foi a machadada final na águia.

A partir daqui tudo voltou ao início. Um Benfica triste, sem fio de jogo e totalmente renegado. Numa ou outra jogada individual ainda assustou a defensiva suíça, mas muito pouco para colocar em sentido o guardião Vaclik, que sai da Luz apenas com uma defesa digna de registo, aos 37, numa bomba fora da área de Seferovic.

Não admirou, por isso, que os jogadores do Benfica tenham saído para os balneários debaixo de valentes assobios. Já o Basileia festejou no relvado o apuramento para os oitavos, num grupo ganho pelo Manchester United, que ontem bateu o CSKA Moscovo por 2-1.

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