Históricos esquecem Champions e apostam no bicampeonato

Jesus tem acumulado maus resultados na Liga dos Campeões desde que chegou à Luz. António Simões e Toni, antigos jogadores, defendem ao DN que a aposta deve ser nas provas internas

A presença em duas finais da Liga Europa, nas duas últimas épocas, até contribuiu para que o Benfica tivesse alcançado o 5.º lugar do "ranking" da UEFA, mas os números não mentem: o Benfica de Jorge Jesus está longe de ser de Champions. À sexta época sob o comando técnico do treinador português, as águias estão em vias de falhar novamente o apuramento para os oitavos-de-final, algo que na era Jorge Jesus só aconteceu em 2011-2112 - eliminação nos quartos-de-final -, embora em 2009-10 o clube tenha competido apenas na Liga Europa.

Será o Benfica versão 2014-15 uma equipa destinada a "consumo interno"?

António Simões, campeão europeu pelo Benfica nos anos 60, recorda "aquilo que muitos já parecem ter esquecido: saíram muitos jogadores titulares e importantíssimos". Na Champions, o clube da Luz não tem conseguido colmatar as ausências de Oblak (não foi utilizado na Liga dos Campeões por Jesus), Garay, Siqueira, Matic, Markovic e Rodrigo.

"Os cinco ou seis milhões de adeptos podem contestar a decisão, mas não têm o direito de contestar aquilo que foi a decisão dos responsáveis do Benfica. Houve uma decisão que levou à saída de jogadores importantes e esta equipa já não é tão apetrechada como a do ano passado. Mas quem critica, o que espera? Que o Benfica ganhe a Liga dos Campeões!? Mas que clube português há de ganhar a Champions neste século? Impossível! O Benfica tem o direito de definir as prioridades", defende o ex--futebolista e treinador.

Toni concorda com António Simões: pensar num eventual título europeu é irrealista e a grande aposta para 2014-15 deve ser o bicampeonato, que, caso seja alcançado, será o primeiro em 31 anos. "Se o Benfica, o FC Porto e o Sporting não tivessem de vender jogadores, aí sim, tínhamos aqui três candidatos a ganhar a Champions! Mas como há clubes de maior capacidade económica, ficamos sem essa capacidade", defende o ex-capitão encarnado, embora ainda defenda que o Benfica tem uma palavra a dizer na Champions, mas isso implica "vencer obrigatoriamente o Mónaco, nem que seja para tentar chegar à Liga Europa".

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