Eusébio no Panteão. O herói popular que fintou o destino

Parlamento aprovou a trasladação do jogador. Só falta decidir a data porque a lei estabelece espera de um ano depois da morte.

Os televisores eram a preto e branco, a câmara parecia correr mais que os jogadores atrás da bola e os portugueses começavam a sonhar alto: antes do meio-campo, Eusébio recebeu a bola, fintou um norte-coreano e desatou a correr com o adversário atrás dele, passou por um segundo e acabou ceifado já na área. "Sabia a contenção e era explosão", como escreveu Manuel Alegre em poema sobre o jogador.

"Não era só instinto, era ciência", disse o poeta: no penálti, Eusébio disparou para o fundo das redes e fica feito o 4-3 da reviravolta do jogo que porventura mais portugueses recordarão sem ter visto - o Portugal-Coreia do Norte, do Mundial de 1966, que deu a passagem às meias-finais com o 5-3 épico.

O jornalista não estava lá, foi seis anos antes de nascer, mas valha-nos o YouTube e o relato empolgado do jornalista inglês. Do estádio para o plenário, é esta a síntese possível das intervenções parlamentares de ontem, na exaltação do Pantera Negra, o jogador, de Eusébio da Silva Ferreira, o menino de Mafalala que fintou o destino e morreu há pouco mais de um ano com o mundo rendido ao homem.

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