Benfica quer reunir-se com presidente da CMVM

O Benfica quer reunir-se com o presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e só após este encontro tomará posição oficial sobre o processo da transferência do guarda-redes Roberto para o Saragoça, da Liga espanhola de futebol.

"O Benfica não vai tomar posição oficial sem antes se reunir com o presidente da CMVM e reserva o direito de só depois tomar uma posição pública sobre o assunto", afirmou o director de comunicação do Benfica, João Gabriel, contactado pela agência Lusa.

O clube "encarnado" entende que há uma diferença de critérios por parte do regulador do mercado no tratamento das Sociedades Anónimas Desportivas e, por isso, pretende reunir-se com Carlos Tavares.

Uma fonte conhecedora do processo adiantou à Lusa que a reunião com Carlos Tavares já foi solicitada pelo Benfica.

Depois de o Benfica ter anunciado a transferência de Roberto para o Saragoça por 8,6 milhões de euros, mais 100 mil do que o valor que tinha dispendido na sua aquisição ao Atlético do Madrid, a CMVM pediu na terça-feira esclarecimentos adicionais.

O Benfica comunicou hoje à CMVM que a transferência foi concluída por 8,6 milhões de euros e "por via de dois contratos celebrados" com a Real Zaragoza SAD e com uma sociedade de direito espanhol de "nível mais elevado da cadeia de domínio da Real Zaragoza SAD", mas o regulador considerou esta informação insuficiente e suspendeu a negociação de acções da SAD do Benfica, referindo que a tinha notificado para "divulgar a dissociação dos direitos económicos e dos direitos desportivos e valor de cada um deles".

A suspensão da transacção dos títulos só foi levantada depois de a SAD do Benfica ter comunicado que negociou os direitos desportivos de Roberto com o Saragoça por 86.000 euros, enquanto os restantes 8,514 milhões, correspondentes aos direitos económicos, foram negociados com uma outra sociedade de direito espanhol.

O valor da transferência de Roberto causou estranheza e motivou o protesto de alguns clubes espanhóis, uma vez que o Saragoça, com uma dívida na ordem dos 134 milhões de euros, está sob administração judicial. O clube aragonês informou que o negócio foi feito através de um fundo de investimento.

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