Benfica e Marítimo dão espetáculo, ao qual faltou só mais um golo de Jonas

Marítimo foi melhor na primeira parte, mas na segunda o Benfica partiu para a goleada, com os brasileiros Júlio César, Lima e Jonas em destaque. Veja o resumo.

O Benfica, com o título já assegurado, venceu hoje o Marítimo por 4-1, na 34.ª e última jornada da Liga de futebol, num jogo aberto, ofensivo e jogado em todo o campo, com muitas oportunidades de golo.

O facto de o Benfica já ter assegurado o título e de o Marítimo ter a sua classificação definida permitiram que se assistisse a um bom espetáculo de futebol, com as duas equipas a jogarem o jogo pelo jogo, pouco rigorosas do ponto de tático, a negligenciarem as marcações e a privilegiarem o jogo atacante.

Houve de tudo, cinco oportunidades de golo concretizadas, cerca de uma dezena desperdiçadas, bolas nos postes, grandes defesas de Wellington e Júlio César, um golo de Jonas não sancionado e mal pelo árbitro assistente de Nuno Almeida e um final frenético, com 60 mil espetadores a `puxarem" pelo avançado brasileiro para este marcar mais um golo e tornar-se o melhor marcador do campeonato.

Um golo mais de Jonas seria a "cereja no topo do bolo" da festa `encarnada", mas um erro do árbitro assistente, aos 68 minutos, impediu o Benfica de também arrecadar o troféu de melhor marcador - na altura o avançado brasileiro ainda estava a dois tentos de ascender à liderança.

O Benfica chegou ao golo logo aos seis minutos, para delírio da bancada, por Lima, após um lançamento lateral de Eliseu, com culpas evidentes para a defesa insular, mas o Marítimo não tardou a reagir e a mostrar querer discutir o jogo.

Aos 16 minutos, Júlio César fez a defesa do jogo, ao negar a Alex Soares o empate, após um cruzamento de Mariga, numa finalização de classe do brasileiro, com um remate de primeira, que levava o `selo" de golo.

No minuto seguinte, Júlio César voltou a fazer outra boa defesa a remate do possante Mariga e o jogo entrou numa toada de parada e resposta, com o Benfica a negligenciar as marcações quando perdia a bola, o que permitiu ao Marítimo sair quase sempre em boas combinações para o contra-ataque e com muitas unidades envolvidas.

O golo do empate, aos 31 minutos, não surpreendeu face à postura atrevida do Marítimo, um golo esquisito, já que o passe de Mariga para Danilo acabou em golo, traindo Júlio César à saída deste de entre os postes.

Nesta altura o Benfica tinha reduzido o ritmo e o Marítimo estava a ser a equipa mais perigosa no ataque, a criar situações de apuro na área de Júlio César, mas a classe de Gaitán fez a diferença aos 42 minutos, a colocar uma bola à frente de Lima para este oferecer o golo a Jonas.

Na segunda parte, o cariz da partida não se alterou para gáudio da bancada, que foi ao rubro quando, aos 55 minutos, Jonas, servido por Gaitan, fez tudo bem até se isolar na área, mas o remate com o pé esquerdo saiu a rasar o poste mais distante. Ficaria a um golo apenas de igualar Jackson e tornar-se melhor marcador.

Não marcou Jonas, marcou Lima, aos 60, o terceiro golo, após assistência de Maxi Pereira, e Jorge Jesus trocou de imediato Eliseu por Sílvio para este também se sagrar campeão nacional.

Na última meia hora, todas as atenções se viraram para Jonas, que precisava de dois golos para se tornar melhor marcador, e o brasileiro viu o assistente de Nuno Almeida negar-lhe o segundo golo por um fora de jogo inexistente.

Enquanto os jogadores do Benfica tentavam assistir Jonas, o Marítimo continuou a fazer o seu jogo, acutilante nas transições para o ataque, a estender o jogo até à área `encarnada" e a pôr à prova Júlio César. Tanto podia `cair" o 4-1 como o 3-2.

Mas foi o 4-1, aos 83 minutos, por Jonas, o que levou ao rubro os adeptos do Benfica, que incentivaram até ao limite a equipa para que esta servisse o brasileiro em condições para marcar o golo que lhe faltava, o seu 21.º no campeonato, mas a defesa do Marítimo e o seu guarda-redes estiveram em bom plano.

Dentro de poucos dias as duas equipas vão voltar a encontrar-se, na final da Taça da Liga, prevendo-se um jogo mais fechado, mais tático e menos espetacular, por estar em disputa a conquista de um troféu.

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