Benfica de vitórias mínimas com o tetra a dois pontos

Vantagem alargada para cinco pontos com golo de Raúl Jiménez a 15 minutos do fim perante um Rio Ave que respondeu sempre e atirou a bola ao poste aos 88. Sábado pode haver festa

O Benfica deu um enorme passo para poder festejar o tetra na Luz no próximo sábado, diante do V. Guimarães, depois de ganhar este domingo por 1-0 em Vila do Conde, golo de Jiménez a concluir um contra-ataque de Salvio a quinze minutos do fim. Aumentou para cinco a distância para o vice-líder FC Porto e faltam-lhe dois pontos para o título. Já o Rio Ave atrasou-se na luta pelo último lugar europeu e fica a três pontos do Marítimo que havia, na véspera, precisamente "empatado" o FC Porto.

Foi um bom jogo e o tetra também vai ser muito marcado pelas bolas nos ferros - depois das três vezes que o Estoril acertou com a bola na semana passada, desta vez foi Paciência aos 88" que fez a bola bater no poste, quando Ederson estava batido e a recarga de Heldon saiu por cima. O Benfica não falhou a grande oportunidade que teve e o Rio Ave acertou no poste, esse pode ser um resumo sucinto do jogo. O Benfica foi melhor, logicamente, nas não teve vida fácil e teve essa sorte da bola no ferro. Porque os homens da casa se bateram em grande e fizeram o suficiente para marcar um golo.

Duas equipas em sistemas parecidos (4-2-3-1) mas com expressão depois bem diferente, porque o Benfica muitas vezes aparecia em 4-2-4 e os homens da casa tinham que jogar em 4-5-1 porque não tinham outro remédio face à forte pressão do Benfica. Rui Vitória deixou Salvio e Mitroglou no banco e apostou em Rafa e Cervi nas alas e Jimenez no eixo com Jonas mais liberto. Pela atitude que a equipa demonstrou de início não se pode dizer que o Benfica jogava com o empate do FC Porto do dia anterior - não, a equipa procurou a pressão alta e o ataque continuado e teve o adversário largos períodos confinado ao seu meio-campo. O campeão é muito forte na forma como prepara jogadas a meio-campo entre Pizzi, Rafa, Jonas e Cervi e os homens de Luís Castro tinham grandes dificuldades em bloquear esses lances. Mas foram conseguindo, com um Petrovic bom a cortar bolas (muito menos bom nos passes) e a tornar-se muito importante. A pressão benfiquista não deixava espaço a Gil Dias, a quem o jogo corria mal. Os extremos (Gil e Heldon) neste tipo de jogos têm que ser mais defesas laterais do que médios-ala e o jovem emprestado pelo Mónaco precisa de bola para expressar o seu jogo. Sem ela, nem ataca e a defender também não chegava lá. O Benfica apostava mais nesse flanco e nas zonas centrais, porque Rafa e Cervi criavam a surpresa aparecendo por ali (mas às vezes criava, tráfico a mais e saia confusão). Mas Nélson Semedo e Grimaldo também apareciam com a sua velocidade criando dúvidas nos defesas - grande tiro do primeiro aos 32" por cima.

Mas a segunda parte foi frenética e se o Benfica ameaçou primeiro com Jiménez num grande viranço e enorme defesa de Cássio, num quarto-de-hora muito forte mas o Rio Ave respondeu com Heldon isolado a rematar ao lado e Tarantini a chutar de fora ao lado, sempre num ritmo altíssimo de um lado e do outro.

Luís Castro tirou Gil Dias e Ruben Ribeiro trouxe mais força e ao flanco direito ofensivo. Mas numa jogada que podia ter dado golo ao Rio Ave houve canto e contra-ataque que Salvio (entrara por Rafa) no momento certo deu para Jiménez finalizar. Faltava um quarto-de-hora para o fim mas o tetra parecia muito mais perto até por causa daquele remate de Paciência ao poste...

Assim sendo, as contas são fáceis de fazer, o Benfica se bater o Vitória de Guimarães no sábado consegue o seu inédito tetracampeonato com Rui Vitória a partilhar com Jorge Jesus os campeonatos conseguidos desde a época 2013/2014.

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