37 membros dos No Name julgados

O Tribunal de Instrução Criminal confirmou sexta-feira a acusação contra 37 dos 38 arguidos no processo que envolve elementos ligados à claque benfiquista dos No Name Boys.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), os suspeitos incorrem em crimes como associação criminosa, tráfico de droga, ofensas à integridade física e incêndio. Os arguidos foram detidos em Novembro passado, pela PSP, suspeitos de negócios de droga e de vários episódios violentos contra elementos de outras claques. Um dos casos aconteceu a 21 de Junho do ano passado, quando alguns dos agora arguidos incendiaram um autocarro dos adeptos do FC Porto, na área de serviço da Ponte Vasco da Gama.

Numa das escutas telefónicas que consta no despacho de acusação, a que o DN teve acesso, um dos arguidos dá a entender que tem apoio de um elemento da PSP - que partilha com a claque o percurso dos outros adeptos.

As mesmas escutas dão conta do apoio do presidente Luís Filipe Vieira à claque - que nunca foi legalizada conforme a lei exige. De acordo com a investigação, os elementos dos No Name teriam direito a lugares cativos no estádio - onde entravam com tochas e bandeiras - e a uma sede, a denominada "Casinha", cedida pela Direcção. Vieira negou ao MP qualquer conivência com os elementos da claque. Vai ser uma das testemunhas a ouvir em julgamento.

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