Benfica volta a deixar fugir vitória e empata na Luz com Nacional

Aos prometedores primeiros 15 minutos (golo aos 14" de Chiquinho), sucederam-se confrangedores 80. Pelo meio, madeirenses aproveitaram para empatar

Antes da visita ao líder Sporting (ainda há jogo com o Belenenses para a Taça de Portugal), o Benfica volta a perder pontos na Liga. São três empates em quatro jornadas em que marcou primeiro e não conseguiu segurar a vantagem. Esta noite, diante do Nacional (1-1), que na última visita saiu da Luz com um saco cheio de golos (10-0, 10 fevereiro de 2019).

Esta noite, a atenuante era grande: 10 jogadores em quarentena devido à Covid-19, incluindo os dois primeiros guarda-redes, laterais direitos e esquerdos e os dois centrais titulares.

Mas no ataque estavam lá quase todos as feras: Darwín, Seferovic, Rafa e Pizzi. Faltavam Waldschmidt e Everton, jogadores com mais remate e golo, é certo.

Isso refletiu-se no final, em que o Benfica acabou com apenas 11 remates, contra sete do Nacional. Os dois primeiros entraram na baliza da equipa de Luís Freire: aos 7", João Ferreira deu sequência a um belo passe de Weigl, cruzou e Chiquinho bateu Daniel Guimarães. Só que o lateral, estreante na Liga, estava 19 centímetros fora-de-jogo quando recebeu a bola. Aos 14", foi Pizzi que acelerou e tirou adversários da frente para servir Chiquinho, que cabeceou para o 1-0 aos 14". E desta vez a valer.

Ou seja, defensivamente havia uma cratera em vez de oito soluções preferenciais: Vlachodimos e Helton Leite; Gilberto e Diogo Gonçalves; Otamendi e Vertonghen; Grimaldo e Nuno Tavares.

Os dez casos de Covid-19 no plantel tinham levado o Benfica a requerer o adiamento do jogo, mas o Nacional não acedeu e a Liga fez cumprir os regulamentos e o calendário.

Mas ficam muitas dúvidas quanto ao mérito de um eventual adiamento no rendimento da equipa, porque a equipa de Jorge Jesus tem demonstrado em vários momentos desta época que não são os nomes que fazem a diferença entre bons e maus jogos.

Por exemplo: o bom jogo no Dragão deveu-se mais à organização e intensidade da equipa no meio campo, do que aos desempenhos individuais. Neste jogo, apesar das mudanças forçadas na defesa (Vlachodimos, Gilberto, Otamendi, Vertonghen e Nuno Tavares deram o lugar a Svilar, João Ferreira, Jardel, Ferro e Cervi), a equipa foi curta sobretudo no meio campo.

E aí as mudanças foram mínimas: Weigl e Pizzi voltaram a jogar no miolo, Rafa na direita e só Chiquinho foi novidade - mas já frente ao FC Porto tinha havido uma surpresa nessa posição: Grimaldo. E Chiquinho até marcou um golo (e teve outro anulado).

Portanto, as ausências defensivas justificarão o golo sofrido, com Svilar e João Ferreira ultrapassados por Róchez (48") numa bola cruzada para a entrada da pequena área. Dois cantos sucessivos, bola curta e depois metida pelo chão na área para o centro que permitiu ao hondurenho empatar.

Era o corolário do desnorte do Benfica e da confiança do Nacional, ligadas uma e outra. Ou seja, o Nacional ia crescendo sem causar perigo, mas conseguia-o sobretudo devido à má relação dos jogadores da casa com a bola. Os passes e as receções começaram a ser falhados sucessivamente.

Ainda assim, atabalhoadamente, o Benfica quase chegou ao triunfo. Aos 83", Taarabt ganhou em velocidade a um defesa e cruzou para a boca da baliza, onde Seferovic se enredou com a bola em vez de assinar a vitória.

E tudo isto num dia (25 janeiro) em que se assinalava o aniversário de Eusébio (morreu em 2014 e faria 79 anos) e os 17 anos da morte em campo de Miki Fehér.

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