Benfica ainda deu luta durante 70 minutos, mas acabou goleado

Liga dos Campeões Equipa de Jesus esteve 70 minutos a discutir o jogo com o Bayern Munique, mas depois sofreu quatro golos em 15 minutos (4-0).

Se a atitude ganhasse jogos, o Benfica não estaria a tentar reunir os cacos de uma goleada sofrida diante do Bayern Munique (4-0). Esta quarta-feira, no Estádio da Luz, a equipa de Jesus discutiu o jogo pelo jogo durante 70 minutos, mas depois sofreu quatro golos em 15 minutos. Com quatro pontos em três jornadas, os encarnados seguem na luta pelo apuramento, até porque no outro jogo do grupo o Barcelona venceu o Dínamo de Kiev.

Julian Nagelsmann sentiu-se mal durante a tarde e não esteve no banco. Orientou a equipa desde o hotel e abdicou daquela que é uma das suas imagens de marca - jogar com o construtor Kimmich e Leon Goretzka junto a Muller - apresentando um Bayern a jogar num dos sistemas mais utilizados pelo jovem treinador de 34 anos (4x2x3x1).

Jesus recuperou Rafa para o jogo e surpreendeu com a titularidade do capitão André Almeida. Jan Vertonghen também voltou ao onze benfiquista e travou um duelo interessante com o melhor jogador do mundo, Robert Lewandowski. Os alemães entraram mais fortes e procuraram colocar-se em vantagem desde muito cedo. O primeiro aviso de Lewandowski deu para Vlachodimos brilhar, mas o lance foi anulado por fora de jogo. O segundo já contou e o internacional grego voltou a levar a melhor.

Jesus tinha avisado que o Benfica tinha de estrar preparado para estar por baixo no jogo durante alguns momentos do jogo e por isso a consistência defensiva seria decisiva e ver Darwin mais junto à área encarnada do que à área bávara foi um exemplo disso. O uruguaio foi importante para ajudar a suster o ímpeto ofensivo do Bayern sem deixar de espreitar a baliza da Manuel Neuer.

Se Vlachodimos impediu o golo de Kingsley Coman aos 29 minutos, Neuer teve de puxar dos galões de melhor guarda-redes do mundo para roubar um golo a Darwin com uma defesa monumental. Impressionante também a forma como o uruguaio arrastou consigo Niklas Sule e já dentro da área rodou e rematou com mestria.

Empolgados por mais de 55 mil adeptos nas bancadas, os encarnados equilibraram o jogo à passagem da meia hora, intranquilizando o colosso alemão com os desequilíbrios criados pela rapidez de Rafa, que soube aproveitar a linha defensiva subida e explorar o ponto menos forte da máquina alemã - os espaços nos corredores.

Sobre o intervalo o terceiro aviso de Robert Lewandowski. Desta vez a bola entrou mesmo, mas Lucas Veríssimo percebeu logo que o melhor avançado do mundo tinha recorrido ao braço para desviar a bola para a baliza e o árbitro anulou o lance com a ajuda do VAR.

Como se esperava a primeira parte terminou com mais posse de bola (69%) e mais remates alemães (8 contra 3). Vlachodimos e a defesa encarnada tiveram muito trabalho, mas o golo rondou as duas balizas. Tendo em conta que os bávaros chegaram a este jogo com 52 golos marcados em... 12 jogos, chegar ao intervalo com um 0-0 era um sinal do grande jogo do Benfica.

Poste e VAR galvanizaram, mas...

Benjamin Pavard abriu o segundo tempo com estrondo! O poste evitou o golo alemão. Depois Muller meteu a bola na baliza, mas o lance foi invalidade por fora de jogo. A sorte de uns é o azar dos outros e o Benfica acreditava que podia fazer golo... mas Neuer tinha outros planos. O guarda redes estava decidido a brilhar no estádio onde em 2020 venceu mais uma Liga dos Campeões e impediu Diogo Gonçalves de marcar.

Estava difícil chegar ao golo de bola corrida - que o digam Yaremchuk e Darwin - e foi de livre direto que Leroy Sané bateu Vlachodimos. O segundo foi um autogolo de Everton Cebolinha. O terceiro de Lewandowski e o quarto de Leroy Sané.

E assim o Benfica continua sem vencer o Bayern Munique. São já 11 duelos sem qualquer triunfo.

VEJA OS GOLOS

1-0 Leroy Sané (Bayern Munique)

2-0 Autogolo de Everton (Benfica)

3-0 Lewandowski (Bayern Munique)

4-0 Leroy Sané (Bayern Munique)

isaura.almeida@dn.pt

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