Bélgica confirma oitavos em dia de ovação a Eriksen

Dinamarca fez uma grande exibição e esteve a ganhar, mas os belgas deram a volta ao resultado (2-1). Jogo marcado pela homenagem ao jogador do Inter, que colapsou em campo e vai passar a usar desfibrilhador subcutâneo.

A Bélgica já está nos oitavos de final do Euro 2020, após o triunfo de ontem sobre a Dinamarca (2-1), na segunda jornada do Grupo B. Os belgas juntam-se assim aos italianos na fase seguinte, enquanto os dinamarqueses estão com um pé fora do Europeu.

Em Copenhaga, num jogo em que se homenageou Christian Eriksen, Yussuf Poulsen adiantou os anfitriões logos aos 98 segundos - foi o segundo golo mais rápido em Campeonatos da Europa, depois do de Kirichenko, pela Rússia, em 2004, aos 67 segundos -, mas na segunda parte os belgas deram a volta ao resultado, com tentos de Thorgen Hazard, aos 54 minutos, e Kevin De Bruyne, aos 70.

A Bélgica, seleção que lidera o ranking da FIFA, passou a contar seis pontos, contra três de Rússia e Finlândia e nenhum dos dinamarqueses, que assim partem para a última jornada do grupo B no último lugar mas ainda com hipóteses de passar à fase seguinte.

O jogo parou, como previsto, ao minuto 10 (número usado por Eriksen) para homenagear o futebolista dinamarquês que caiu inanimado no relvado do Parken Stadium há cinco dias. Durante quase um minuto, jogadores, treinadores, staffs, equipa de arbitragem e espectadores, muitos com cartazes e mensagens de incentivo, pararam para bater palmas em uníssono ao jogador do Inter de Milão, que permanece internado no Rigshospitalet, em Copenhaga, a menos de um quilómetro do estádio.

Horas antes da partida, soube-se que Christian Eriksen vai passar a usar um desfibrilhador cardíaco implantado e pode não voltar a jogar. "Após diversos exames ao coração realizados por Christian, foi decidido que ele deveria usar um desfibrilador subcutâneo", conhecido pela sigla DAI (desfibrilhador automático implantado), explicou ontem a federação dinamarquesa.

O jogador do Inter aceitou a recomendação de especialistas dinamarqueses e internacionais, segundo os quais o dispositivo "é necessário após um enfarte por causa dos distúrbios no ritmo cardíaco". Voltar a jogar é uma incógnita, embora exista, pelo menos, um exemplo de regresso aos relvados após problemas cardíacos.

Em 2013 Daniel Engelbrecht sofreu um colapso e caiu no relvado durante um jogo dos Stuttgarter Kickers, da III Divisão alemã. Sofreu um ataque cardíaco e foi reanimado ainda no campo. Os meses que se seguiram foram uma autêntica história de superação. O jogador submeteu-se a quatro intervenções cirúrgicas, uma delas para lhe ser colocado um desfibrilhador. Em dezembro de 2014, o avançado tornou-se o primeiro futebolista alemão a jogar com um desfibrilhador.

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