Belenenses já reservou o Jamor para jogar em 2018/19

A SAD dos azuis diz ter outros estádios em vista e até admite jogar no Restelo. O clube garante que não existe qualquer negociação

A SAD Belenenses tem o Estádio Nacional, no Jamor, reservado para fazer os seus jogos em casa durante a próxima temporada, para fazer face ao final do protocolo com o clube para a cedência das instalações do Restelo, a 30 de junho.

A notícia foi confirmada ao DN por Vítor Pataco, vice-presidente do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), entidade que detém a gestão do habitual palco da final da Taça de Portugal.

"Já temos a reserva o Belenenses programada na nossa agenda, que irá alugar o estádio jogo a jogo", confirmou o responsável do IPDJ, acrescentando ainda que os delegados da Liga já fizeram uma vistoria ao Estádio Nacional, tendo recomendado "pequenas alterações", nomeadamente a necessidade de "instalar mais três câmaras CCTV [videovigilância] e criar um gabinete adicional no balneário dos árbitros, que irá ser feito mediante a redução da zona dos chuveiros, que é bastante grande". Na prática, revelou ao DN, "falta apenas fazer o teste da iluminação do estádio para as transmissões televisivas".

Vítor Pataco esclareceu ainda que "não foi feito qualquer protocolo com a SAD do Beleneneses", pelo que o aluguer do recinto jogo a jogo terá um valor variável, uma vez que além do relvado e dos balneários, os azuis podem decidir os setores das bancadas que pretendem alugar para cada jogo, de acordo com as expectativas de assistência que venham a ter, sendo isso que faz variar o montante de cada partida.

SAD ainda admite Restelo

Apesar da confirmação da reserva por parte do IPDJ, fonte da SAD do Beleneneses garantiu ao DN que "existem várias hipóteses em cima da mesa", admitindo que o Estádio Nacional é uma delas, existindo ainda as opções dos estádios do Algarve, Leiria, Coimbra e Rio Maior.

A mesma fonte deixou ainda a certeza de que a continuidade da equipa no Restelo ainda é uma possibilidade, mediante algumas condições. "O estádio tem uma execução de penhora por causa de uma dívida [5,4 milhões de euros] e se o clube resolver esse problema, admitimos continuar a jogar no Restelo", explicou a mesma fonte, acrescentando que segundo os regulamentos da Liga, os clubes têm de informar o estádio onde vão jogar durante toda a temporada e, como tal, "se o Belenenses deixasse, a meio da época, de poder jogar no Restelo, não poderia alegar que era por motivo de força maior". A mesma fonte lembra que, segundo os mesmos regulamentos, "as equipas que participam na Liga são obrigadas a jogar com os três primeiros classificados dos últimos quatro anos no mesmo estádio, sob pena de descida de divisão".

Clube diz que não há negociação

O DN contactou uma fonte do clube, que detém os direitos sobre o Estádio do Restelo, que confirmou a existência da penhora que "vai ser resolvida em breve", mas rejeitou a ideia de que esse seria o impedimento para a SAD utilizar o recinto. Até porque desde fevereiro a sociedade que gere o futebol profissional recebeu "um aviso prévio para a denúncia do protocolo com data de 30 de junho". Nesse mesmo documento, o clube mostrou-se "disponível para chegar a um entendimento sobre um novo protocolo", algo que "desde fevereiro, nunca aconteceu". "Não houve qualquer contacto para negociar", explicou a mesma fonte, vendo por isso complicado a equipa da SAD jogar no Restelo.

Ao que o DN apurou, o diferendo que opõe o clube e a SAD deverá conhecer novos desenvolvimentos nos próximos meses, mantendo-se em cima da mesa a possibilidade de o clube criar uma equipa de futebol para começar a competir nos distritais, sendo que o mais provável é que a atual equipa do Belenenses tenha de deixar de usar o nome e o emblema do clube.

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