Baliza do Benfica domina a atenção no arranque da nova temporada

Lesão de Júlio César concede oportunidade dourada a Bruno Varela. Rui Vitória desvaloriza ausência do brasileiro e ainda de Mitroglou e recusa falar de reforços. Pedro Martins, técnico minhoto, diz que em finais não há favoritos

Confirmou-se o que já se esperava. Júlio César não vai recuperar a tempo de defrontar esta noite o V. Guimarães, em jogo a contar para a Supertaça, e vai ser Bruno Varela, produto da formação do Benfica, a defender a baliza encarnada. Numa altura em que o Benfica tenta contratar um guarda-redes - o finlandês Hradecky é o preferido mas o acordo com o Eintracht não se afigura fácil - que possa colmatar a saída de Ederson e prevenir os problemas físicos de Júlio César, no primeiro jogo a doer o eleito é o jovem de 22 anos que na época passada rodou no V. Setúbal e hoje vai fazer o seu primeiro encontro oficial pelo Benfica.

Ao fim da tarde o campeão nacional anunciou a ausência de Júlio César, devido a uma tendinopatia na perna esquerda. E ainda de mais quatro jogadores por lesão; André Horta, Carrillo, Zivkovic e Mitroglou. Rui Vitória não se mostra preocupado com a titularidade inesperada de Bruno Varela: "Não quero falar desse caso porque teria de falar de outros jovens e não sou de particularizar. O que se deve fazer antes de estreia como a que pode ter Bruno Varela? O que se deve fazer é não fazer nada. Se estão aqui, se foram escolhidos por nós, é porque têm qualidade. "Se te escolhi é porque não há problema, é porque estás pronto", é isso."

E o técnico nem alimenta o discurso de quem considera o plantel mais fraco em relação ao ano anterior até pelo facto de jogadores como Ederson, Nélson Semedo ou Lindelöf terem saído: "Devemos ver as coisas de uma forma global. Isso de ser melhor ou pior não me preocupa, o importante é chegarmos ao final da época e sermos os melhores. E isso tem sucedido. Se rebobinarmos o filme as conversas eram iguais porque tinha saído o Gaitán e o Renato Sanches."

Questionado se precisa de um lateral-direito, não deu pistas: "Nesta altura isso não é importante, importante é a Supertaça. Sabemos bem o que temos de fazer e já deviam saber que eu não falo dessas coisas."

Pedro Martins, por seu turno, assumiu o desejo de vitória: "Nós estamos preparados para encontrar o melhor Benfica. Se há de facto várias saídas do outro lado, nós também tivemos as nossas saídas. O grupo está bem. Está consciente do troféu que está em causa. Nós temos um troféu há cerca de 30 anos e, portanto, gostaríamos de levá-lo. Até porque se há dois meses nós não conseguimos, e era tanto o nosso desejo e a nossa ambição, quer do grupo de trabalho quer da própria cidade, nós amanhã [sábado] tudo iremos fazer para levar o troféu para Guimarães. Nas finais não existem favoritos. Reconhecemos qualidade ao adversário. No entanto, este jogo é uma final e tudo pode acontecer."

Há 38 anos...

O V. Guimarães tentará esta noite em Aveiro algo que não acontece há 38 anos, concretamente desde a primeira vez que se disputou a Supertaça: vencer a prova a um dos "grandes" desde que a mesma se disputa numa só partida. .

Em 1979 FC Porto e Boavista disputaram a primeira edição desta competição, que coloca frente a frente o vencedor do campeonato e da Taça (ou o finalista vencido se o campeão também tiver ganho esta prova). Nesse ano, os boavisteiros surpreenderam.

No ano seguinte, a Federação decidiu alterar as regras do jogo e estipulou que esta nova competição se disputaria em dois confrontos. Aí, curiosamente, o próprio V. Guimarães conseguiu vencer por uma vez, em 1988, quando bateu o FC Porto, e o Boavista voltou a vencer em outras duas ocasiões. Com o início do novo milénio, e o regresso às origens, a um só jogo, no entanto, só mesmo os três grandes venceram este troféu.

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