Chineses criam limite salarial e vão auditar contas dos clubes

Associação Chinesa de Futebol define teto salarial nos clubes, após as compras milionárias no futebol chinês, e vai escrutinar todas as contas

A Associação Chinesa de Futebol (CFA) anunciou hoje que será estabelecido um teto salarial para os clubes, que passam também a ser sujeitos ao escrutínio financeiro por auditores, depois de gastos recorde com estrelas internacionais.

Em comunicado, o organismo anuncia que os clubes terão que fornecer informação detalhada sobre a sua situação financeira, incluindo a origem do dinheiro.

O teto salarial será definido com base no campeonato que o clube dispute e nas suas receitas, lê-se na mesma nota.

Os clubes que disputam a superliga chinesa, a maioria detidos por grandes firmas privadas e estatais, bateram em 2016 por seis vezes o recorde da transferência mais cara no país, culminando com a contratação do brasileiro Óscar, pelo Shanghai SIPG, agora treinado por André Villas-Boas, aos ingleses do Chelsea, por 60 milhões de euros (ME).

O argentino Carlos Tevez tornou-se também o jogador de futebol mais bem pago de sempre, ao assinar, pelos chineses do Shanghai Shenhua, um contrato de dois anos no valor de 80 ME.

No início do mês, porém, o ministério do Desporto da China advertiu os clubes para os gastos "irresponsáveis". Esta semana, a CFA anunciou a redução do número de jogadores estrangeiros permitidos em campo por equipa de quatro para três.

A Associação Chinesa de Futebol não especificou quais as medidas que serão tomadas caso os clubes ultrapassem o teto salarial.

No entanto, o organismo alertou que os clubes que gastem "quantias de dinheiro extremamente altas" na transferência de jogadores terão que investir um valor proporcional na formação de jogadores chineses.

Segunda maior economia mundial, a seguir aos Estados Unidos, e nação mais populosa do planeta, a China figura em 81.º no 'ranking' da FIFA, atrás de muitas pequenas nações em vias de desenvolvimento.

O comunicado da CFA diz ainda que as equipas terão que reduzir a sua dependência financeira das 'empresas-mãe', depois de grandes grupos dos setores do imobiliário e do retalho terem adquirido equipas.

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