TAS mantém punição a Schumacher por doping no Tour

Stefan Schumacher terá mesmo de cumprir dois anos de suspensão por doping na Volta à França de 2008. A sanção foi confirmada pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que analisou a um recurso do ciclista alemão. O TAS confirmou a suspensão a nível internacional, limitando-se a antecipar o início da contagem da punição.

Schumacher ficará assim suspenso até 27 de Agosto de 2010, altura em que ficará cumprida a sanção. O arranque da suspensão foi estabelecido inicialmente para 22 de Janeiro de 2009, pela Agência Francesa de Luta contra a Dopagem (AFLD), mas o TAS antecipou a data para a altura em que o alemão deixou efectivamente de competir, tanto mais que não conseguiu obter qualquer licença da União Ciclista Internacional (UCI) para participar em provas.

Quatro ciclistas (Bernhard Kohl, Stefan Schumacher, Riccardo Riccò e Leonardo Piepoli) foram surpreendidos na Volta à França de 2008 com a adopção de uma técnica antidopagem que permite detectar CERA, eritropoietina (EPO) de acção prolongada

A sanção a Schumacher foi imposta pela AFLD em relação a todas as provas organizadas por federações desportivas francesas, suspensão reconhecida a nível mundial pela UCI. O ciclista alemão reagiu a esta decisão recorrendo para o TAS.

De acordo com o Tribunal Arbitral, foi-lhe solicitado que avaliasse a decisão formal de estender internacionalmente a sanção da AFLD, assim como se o teor da decisão das agência francesa não viola as regras antidopagem.

Quanto à primeira parte do recurso, o TAS considerou que a suspensão de dois anos “foi decidida por uma organização antidopagem competente na matéria e que é válida do ponto de vista procedimental”. Em relação à segunda questão do apelo, o painel de arbitragem determinou que a cadeia de custódia das amostras “foi respeitada”, assim como o anonimato do controlo, que não ficou provado ter havido contaminação da urina, que os exames suplementares para detectar CERA “são justificados”, que não foram apresentadas provas de que esta técnica “não é válida” e que a renúncia do ciclista à contra-análise “não se deveu a qualquer falta da AFLD”.

“Estou furioso. Sempre me preparei para o pior mas isto custa a acreditar. Sou um lutador, mas tenho de aceitar esta decisão”, afirmou o ciclista, citado pela AFP, segundo a qual o advogado do alemão pondera recorrer para o Tribunal Federal da Suíça, onde as sanções do TAS apenas podem ser contestadas do ponto de vista formal, apontando erros processuais graves ou violação do direito público internacional.

Com esta decisão do TAS, a carreira de Schumacher está em risco. O ciclista registou um segundo positivo, durante os Jogos Olímpicos de Pequim 2008, também por detecção de CERA, e pode ser irradiado, sanção prevista no código mundial antidopagem para reincidentes em casos de doping.

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