Nuno Ribeiro recorre de sanção por doping

Nuno Ribeiro, que discorda da aplicação da suspensão de dois anos por doping apenas a partir de 29 de Setembro, recorreu do castigo, disse hoje à Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC). O ciclista venceu a Volta a Portugal do ano passado, mas perdeu o título por dopagem antes da prova.

O líder federativo disse que o recurso de Nuno Ribeiro para o Conselho Jurisdicional (CJ) impede para já a homologação dos resultados da Volta a Portugal de 2009, ganha pelo ciclista de Sobrado, Valongo, então o serviço da Liberty Seguros.

Nuno Ribeiro recorreu do castigo de dois anos de suspensão anunciado a 23 de Julho pelo Conselho Disciplinar, que entende que deve aplicar a sanção a partir da data do pedido de contra-análise.

A Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) tem o poder para avocar a decisão que vier a ser tomada pelo CJ, caso discorde da mesma. Se isso acontecer, o ciclista pode apelar ao Tribunal Arbitral do Desporto.

Nuno Ribeiro discorda do facto de o seu castigo vigorar a partir de uma data posterior à dos espanhóis Hector Guerra e Isidro Nozal, também "apanhados" com EPO-CERA (eritropoietina de acção prolongada) e cujo período de suspensão foi considerado a partir do dia do controlo, ou seja, 3 de Agosto de 2009, véspera do início da Volta a Portugal.

No entanto, ao contrário de Nuno Ribeiro, Hector Guerra e Isidro Nozal não requereram a análise da amostra B, pelo que a aplicação do castigo teve início a partir da data do controlo.

A 23 de julho, a FPC anunciou que "foi proferida Decisão Final pelo Conselho Disciplinar, tendo o corredor sido sancionado com uma suspensão da actividade de 24 meses, e a anulação do resultado obtido na Volta a Portugal de 2009", pelo que a vitória deve ser atribuída ao espanhol David Blanco (Palmeiras Resort-Tavira), vencedor das edições de 2006 e 2008.

Se a decisão de mantiver, Nuno Ribeiro é o quarto corredor a perder o triunfo na Volta a Portugal devido a um teste antidoping positivo, depois de Marco Chagas (1979), Joaquim Agostinho (1969 e 1973) e Fernando Mendes (1978).

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