Investigação confirma denúncias sobre doping no remo

Cinco membros do Urdaibai, clube de remo do País Basco, foram acusados o Ministério Público (MP) de Espanha de administrarem substâncias dopantes a desportistas com o objectivo de manipular o desempenho destes. O processo resulta das denúncias de José Luis Korta, treinador do clube rival Kaiku.

"Tenho testemunhas de como estão a actuar, quem e até o que urinam os remadores de Urdaibai", afirmou Korta no ano passado, depois de o Kaiku ter sido surpreendentemente derrotado pelo Urdaibai, de Bermeo, nas regatas de Bandera de La Concha. Além destas declarações, que deram origem à investigação criminal, havia a indicação de que Marcos Maynar, médico envolto em polémicas sobre dopagem (incluindo o caso LA-MSS, pelo qual foi suspenso por dez anos), estivera em Bermeo, localidade da província de Vizcaya. O presidente do Urdaibai, Josu Zabalondo, negou esta informação, mas disse que chegou a estar ao serviço do clube o colombiano Alberto Beltrán. Este clínico é suspeito de ter estado por detrás dos casos de doping na Volta a Portugal de 2009, protagonizados por ciclistas da Liberty Seguros.

Nem Maynar nem Beltrán são referidos pela imprensa espanhola no que respeita às informações mais recentes sobre doping no remo. De acordo com os diários AS e ABC, o MP investigou as compras efectuadas pelo clube em farmácias de Vizcaya e na Internet. Terão sido adquiridos Sintonal, um ansiolítico, Nootroopul, vasodilatador, seringas e anabolizantes. Entre os imputados constam um dirigente, trabalhadores do clube e pessoal médico.

O presidente do Urdaibai diz que não foi notificado pelo MP e nega que tenham sido comprados substâncias proibidas: "Se os membros do clube compraram substâncias dopantes terá sido para o cavalo ou o burro, porque tudo o que utiliza o clube é comprado pelo médico. Além disso, numa tivemos um teste positivo."

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