Joaquim Agostinho sofreu queda fatal há 25 anos

Corredor português triunfou por três vezes na Volta a Portugal  e em duas ocasiões foi terceiro classificado na Volta à França.

"Se tivesse nascido em França, tinha ganho mais do que um Tour. Era um diamante em bruto. Não teve oportunidades de ter escola. O que aprendeu foi na estrada e sofreu várias quedas por falhas técnicas." Esta opinião do antigo ciclista Alves Barbosa sintetiza a carreira velocipédica de Joaquim Agostinho, que há precisamente 25 anos sofreu uma queda fatal na Volta ao Algarve. O corredor de Brejenjas acabou por morrer em Lisboa dez dias depois, ou seja, a 10 de Maio de 1984.

Durante a 10.ª Volta ao Algarve, Agostinho caiu em Quarteira, quando um cão se atravessou à frente da bicicleta, e fracturou o crânio, formando-se um coágulo que era preciso retirar. Como não existia serviço de neurocirurgia em Faro, teve de ser transportado de ambulância para Lisboa. Perto de Alcácer do Sal entrou em coma, antes de chegar ao Hospital de Santa Maria, onde foi operado. O tempo que demorou até ser submetido à intervenção cirúrgica terá contribuído para a morte.

Joaquim Agostinho venceu por três vezes a Volta a Portugal, em 1970, 1971 e1972, com a camisola do Sporting, e em duas ocasiões foi terceiro classificado na Volta a França, em 1978 e 1979. Ganhou também as voltas a Portugal de 1969 e 1973, mas seria desclassificado em ambas por doping.

Manuel Graça, que foi seu treinador no Sporting, desvaloriza o recurso a substâncias proibi- das: "Ele tinha era que tomar coisas para andar menos." Em cau- sa estava a Ritalina, um estimulante que nessa altura era tolerado em França, mas proibido em Portugal. Na Volta à França, o seu maior feito foi a vitória no Alpe d'Huez, em 1979, deixando os creden- ciados Bernard Hinault e Joe Zoetmelk a mais de três minutos. Nesse local foi colocado um busto em homenagem ao português.

Nascido a 7 de Abril de 1943, em Brejenjas (Torres Vedras), Joaquim Agostinho só começou a correr de bicicleta aos 25 anos, após cumprir o serviço militar na então Lourenço Marques (actual Maputo), em Moçambique.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Operação Marquês

Granadeiro chama 5.º mais rico do mundo para o defender

O quinto homem mais rico do mundo, o mexicano Carlos Slim Helú, é uma das 15 testemunhas que Henrique Granadeiro nomeou para serem ouvidas na fase de instrução do processo Marquês. Começa hoje a defesa do antigo líder da Portugal Telecom, que é acusado de ter recebido 24 milhões de euros do GES para beneficiar o grupo em vários negócios.