Estados Unidos anunciam boicote diplomático aos Jogos Olímpicos de Pequim

A decisão não afeta a participação dos atletas do país, que vão participar das duas competições.

DN/AFP
Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca.© EPA/OLIVER CONTRERAS

Os Estados Unidos não vão enviar qualquer representante diplomático aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de inverno de Pequim 2022, devido ao "genocídio e crimes contra a humanidade em Xinjiang", anunciou esta segunda-feira a Casa Branca.

Se estivesse, "a representação diplomática americana trataria estes Jogos como se nada tivesse acontecido, apesar das flagrantes violações dos direitos humanos e das atrocidades da China em Xinjiang. E simplesmente não podemos fazer isso", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

Com este boicote, nenhum representante do governo dos Estados Unidos assistirá aos Jogos Olímpicos ou Paralímpicos, mas os atletas do país vão participar das duas competições.

"Os atletas do Team USA contam com todo o nosso apoio. Damos-lhe 100% de apoio, enquanto torcemos por eles daqui", afirmou Jen Psaki.

Durante meses, o governo americano procurava a melhor forma de se posicionar com relação aos Jogos de Inverno, evento planetário, que se realizará entre 4 e 20 de fevereiro de 2022 em um país ao qual acusa de praticar um "genocídio" contra os muçulmanos uigures de Xinjiang, no noroeste da China.

Várias organizações de defesa dos direitos humanos acusam Pequim de ter internado em Xinjiang pelo menos um milhão de muçulmanos em "campos de reeducação".

Antes do anúncio da Casa Branca, a China tinha advertido, ainda nesta segunda, que tomaria medidas em represália, caso os EUA optassem de facto por um boicote diplomático aos Jogos.