Benfica sobreviveu a obra de arte de Messi com uma ajuda de Danilo

Benfica e PSG empataram na Luz (1-1) e mantêm liderança partilhada. Vlachodimos e Rafa em destaque. Na próxima semana há nova cimeira luso-francesa em Paris.

Isaura Almeida
© Gerardo Santos / Global Imagens

Mais um belíssimo comportamento do Benfica num jogo de alto risco europeu, que terminou com um honroso empate diante do PSG (1-1). Portugueses e franceses continuam assim na liderança partilhada do grupo H (com sete pontos) e seguem invictos na época (13 vitórias e dois empates para as águias e 11 triunfos e dois empates para os parisienses). Daqui a uma semana há mais em Paris.

A jogar em pressão alta, o Benfica colocou problemas ao PSG logo de início. Os franceses (com três portugueses de início: Nuno Mendes, Danilo e Vitinha) arriscavam muito na saída de bola. Aos 20 minutos Vlachodimos era um mero espectador e o Benfica somava duas oportunidades claras de golo - Gonçalo Ramos (9") e David Neres (18) -, mas bastou um remate em arco e de pé esquerdo para tudo mudar. Lionel Messi gelou as lotadas bancadas da Luz (62 295 pessoas), até então empolgadas com a entrada ambiciosa do Benfica.

Esfriada a entrada a todo o gás ainda foram precisos uns bons dez minutos para a equipa de Schmidt recuperar os níveis de intensidade iniciais e chegar ao empate antes do intervalo. Um autogolo de Danilo repôs a justiça no marcador, pese a ironia de ter sido um jogador formado na Luz a fazer o 1-1.

O intervalo chegou sem que fosse preciso tempo de compensação e isso diz muito da abordagem de ambas as equipas, a jogar e deixar jogar, sem faltas e faltinhas ou paragens desnecessárias... tirando aqueles 30 segundos depois de Enzo derrubar Verrati e ter arriscado uma viagem sem volta aos balneários. O argentino recebeu apenas um aviso amarelo e pôde voltar para o segundo tempo.

© Gerardo Santos / Global Imagens

Bicicleta de Neymar na barra!

Os treinadores voltaram com os mesmos jogadores para a segunda parte e não deu logo para perceber que intenções tinham. Manter o ritmo da primeira parte ou gerir... Enquanto isso Neymar ficou perto de um golo de antologia numa grande jogada dos parisienses. Depois de vários remates seguidos a bola chegou ao brasileiro, que de costas para a baliza tentou o golo de bicicleta e acertou na barra.

Nessa altura só dava PSG... O Benfica não conseguia ter bola e as oportunidades de golo parisiense iam-se sucedendo. Valia a atenção de Vlachodimos. Neymar, Achraf Hakimi e Mbappé (discreto até ao minuto 68) não conseguiram bater o guarda-redes grego, que se ia afirmando como figura da partida e pedia atenção a Schmidt para a necessidade de mexer na equipa.

O eleito foi Draxler, um ex-PSG, para não desistir de criar, e Aursnes, para dar de novo pulmão do meio campo. O jogo estava partido. Dava para qualquer equipa chegar à vantagem e Rafa teve uma daquelas arrancadas que o celebrizaram e criou uma boa oportunidade para colocar o Benfica a ganhar, aguentando o ombro de Sérgio Ramos, mas perdendo para o gigante Donnarumma.

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Um lance que mostrou que o PSG também já pensava que não conseguindo ganhar o melhor era não perder. O empate deixa ambos perto do apuramento desejado para os oitavos de final.

Um espetáculo que dois adeptos já não viram por terem sido detidas antes do jogo da terceira jornada da Liga dos Campeões começar, por tentarem vender os bilhetes, que tinham comprado por 40 e 65 euros, a 200 e 250!

VEJA OS GOLOS

0-1 Lionel Messi (PSG)

1-1 Danilo (autogolo)

isaura.almeida@dn.pt