Ajax volta a castigar o leão mas nem tudo foi mau

Neerlandeses marcaram nove golos nos dois jogos com a formação leonina, mas houve bons momentos de uma equipa que utilizou seis jogadores abaixo dos 23 anos no onze.

Depois de uma impressionante série de 12 vitórias consecutivas, o Sporting conheceu o travo amargo da (terceira) derrota da temporada, todas na Liga dos Campeões e segunda com o Ajax, desta feita por 2-4, depois do 1-5 de Alvalade. Certamente que o seu treinador e jogadores pensarão que se era para perder, que fosse neste encontro que nada decidia, pois Ajax (no primeiro lugar) e Sporting (no segundo) já haviam assegurado a qualificação para os oitavos de final da competição.

Foi um leão com muitas mudanças num onze com apenas dois habituais titulares: Gonçalo Inácio e Matheus Reis. E com seis sub-23 (João Virgínia, Gonçalo Inácio, Gonçalo Esteves, Ugarte, Daniel Bragança e Tiago Tomás), destacando-se duas estreias na Liga dos Campeões (João Virgínia e Gonçalo Esteves, sendo que mais tarde ainda haveria a de Dário Essugo). A mensagem de Rúben Amorim era clara: observar os jovens num cenário de alta exigência e poupar os principais protagonistas para as duras batalhas que se avizinham noutras frentes. Isto perante um Ajax praticamente na máxima força, em busca evidente de terminar a fase de grupos só com vitórias e com um número de golos ainda mais impressionante (acabou com 20).

Num estádio deserto, devido às medidas do governo neerlandês contra a covid-19, as coisas cedo ficaram feias para o leão, que aos 9" já perdia, com Haller a marcar de grande penalidade, a castigar um pisão de Daniel Bragança no franco-marfinense. Apesar do maior domínio territorial do Ajax, o Sporting teve uma boa resposta (e imediata) ao golo sofrido, com duas aproximações relativamente perigosas à baliza de Pasveer, primeiro por Tabata e depois por Tiago Tomás. E aos 22" os verdes e brancos chegaram ao empate, com Nuno Santos a desviar belo cruzamento de Tabata.

Até ao intervalo, destaque para duas assombrosas defesas de João Virgínia. Mas mesmo em cima do final do primeiro tempo, Anthony, a figura maior desta grande equipa do Ajax, aproveitou um passe desastrado de Gonçalo Inácio em plena área leonina para recolocar o Ajax em vantagem.

As duas equipas regressaram das cabinas sem alterações e o jogo não mudou de feição: ritmo lento e maior domínio do Ajax. E tal como em Lisboa, os neerlandeses castigavam sem apelo nem agravo os erros da formação portuguesa: aos 58", Nuno Santos escorregou e Schurrs serviu David Neres, que finalizou com toda a tranquilidade. Rúben Amorim logo lançou Pedro Gonçalves e Paulinho, para os lugares de Nuno Santos e Tiago Tomás. Mas os dois avançados não tiveram tempo sequer para tocar na bola até verem os donos da casa aumentar para 4-1, por Berghuis. Seis oportunidades de golo, quatro golos marcados, em mais um tratado de eficácia de uma das melhores equipas europeias da atualidade.

A má notícia para o Sporting foi que ao ver o score avolumar-se, o Ajax começou a acelerar, com o intuito claro de conseguir um resultado histórico. Entretanto, aos 72", Rúben Amorim "trocou de júnior" nas alas, com Flávio Nazinho a substituir Gonçalo Esteves. Pouco depois, Tabata reduziu para 4-2, num golo de belo efeito, justo prémio para o melhor jogador leonino em campo.

Houve ainda tempo para Rúben Amorim lançar Dário Essugo, que aos 16 anos, 8 meses e 23 dias se tornou no português mais jovem de sempre a jogar na Champions. E o resultado não se alterou, o que não foi necessariamente uma má notícia para o Sporting.

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