Sete seleções europeias dizem que não vão usar braçadeira "OneLove"

As braçadeiras foram amplamente vistas como um protesto contra as leis do Qatar, nação anfitriã, onde a homossexualidade é ilegal. Mas capitães vão poderão usar braçadeira de 'não à discriminação' da FIFA.

Inglaterra, Alemanha e cinco outras seleções europeias no Mundial abandonaram esta segunda-feira os planos de usar uma braçadeira com tema de arco-íris de apoio aos direitos LGBTQ, citando a ameaça de ação disciplinar da FIFA.

"A FIFA deixou muito claro que imporá sanções desportivas se os nossos capitães usarem as braçadeiras em campo", disseram as seleções num comunicado conjunto.

De acordo com as regras da FIFA, os jogadores que usam uniformes não autorizados pela entidade que rege o futebol mundial podem receber um cartão amarelo. Se esse jogador recebesse um segundo cartão amarelo, seria expulso.

A braçadeira "OneLove", que seria utilizada por nomes como o capitão de Inglaterra Harry Kane e o colega da Alemanha, Manuel Neuer, foi projetada como parte de uma campanha para promover a inclusão.

As braçadeiras foram amplamente vistas como um protesto contra as leis do Qatar, nação anfitriã, onde a homossexualidade é ilegal.

"Como federações nacionais, não podemos colocar os nossos jogadores numa posição em que possam enfrentar sanções desportivas, incluindo cartões amarelos, por isso pedimos aos capitães que não tentem usar as braçadeiras nos jogos do Mundial da FIFA", disseram as federações da Inglaterra, País de Gales, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Holanda e Suíça.

Capitães podem usar braçadeira de 'não à discriminação' da FIFA

No mesmo dia, a FIFA comunicou que vai antecipar a campanha "Não à discriminação" prevista a partir dos quartos de final do Mundial2022, a fim de permitir que os 32 capitães das seleções possam usar a braçadeira de 'não à discriminação' durante o torneio.

O organismo máximo do futebol mundial antecipou a sua intenção, explicando que a mesma está em consonância com os regulamentos de equipamentos da FIFA, que estipulam que cada capitão usará a braçadeira por si homologada.

"A FIFA é uma organização inclusiva, que pretende colocar o futebol ao serviço da sociedade, apoiando as boas e legítimas causas, mas tal deve ser feito em sintonia com as regras da competição, que todos conhecem", justificou o organismo.

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