Negócio Neymar sem fumo branco: Barcelona tenta aliança anti-PSG

"Neymar é do Barcelona, o PSG respeita os contratos", diz o líder do clube francês. Brasileiro regressou ontem a Espanha

Como em todas as telenovelas que ganham episódios adicionais, para lá do "fim" inicialmente aprazado, quando se tornam fenómenos de massas, também o folhetim futebolístico deste verão apresentou novos e imprevistos capítulos, quando o desfecho parecia próximo. Afinal, não há fumo branco na transferência de Neymar do Barcelona para o Paris SG. Os catalães preparam uma aliança anti-PSG (com a Liga espanhola a ajudar ao bloqueio). E os parisienses põem água na fervura do negócio (mantendo o lume aceso).

Um dos últimos episódios da telenovela estava marcado para ontem. Com Neymar de regresso da China, onde passou os últimos dias a cumprir acordos publicitários, especulava-se sobre o seu destino: seria Paris (para assinar contrato e ser apresentado), Doha (para realizar exames médicos junto dos responsáveis do emblema parisiense) ou São Paulo (forçando a rutura com o Barça)? Nenhuma das opções: após ter feito escala no Dubai (Emirados Árabes Unidos), o jogador voltou mesmo a Barcelona, devendo hoje integrar os treinos da equipa catalã, como estava inicialmente previsto.

Enquanto isso, o negócio continuou num impasse. O Barcelona está a tentar criar uma aliança de colossos europeus para bloquear a transferência - e terá na Liga espanhola um importante apoio. Segundo o diário Sport, os dirigentes catalães admitem usar "qualquer fórmula possível" para impedir a saída do futebolista brasileiro, de 25 anos - por quem o PSG estará disposto a pagar a cláusula de rescisão de 222 milhões de euros.

Uma das suas hipóteses é propor o boicote do G14 (grupos dos maiores clubes europeus) à "agressão institucional" dos parisienses: os catalões alegam que uma transação do género iria violar os princípios de fair play financeiro da UEFA e inflacionar o mercado futebolístico, com claro prejuízo para todos. O Sport avança também que a própria Liga espanhola irá travar o negócio, por reconhecer como válido o pré-acordo de renovação de contrato com o Barcelona assinado por Neymar e ter razões para duvidar do cumprimento das regras de fair play financeiro por parte do PSG.

Já o presidente e dono do Paris SG, Nasser Al-Khelaifi, pôs água na fervura. "Neymar é jogador do Barcelona, vamos ver o que se vai passar... O Paris SG respeita todos os contratos de futebolistas e clubes", disse o dirigente, ao canal marroquino Medi 1 TV. Mais desenvolvimentos na trama ficam guardados para o próximo episódio.

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