Ana Marta Ferreira: "Há assédio em Portugal, mas não é tão descarado"

Ana Marta Ferreira, de 23 anos, começou a entrar diariamente na casa dos portugueses com apenas 10, na série Morangos com Açúcar (TVI), onde dava vida a Anita. Ainda não tinha terminado as gravações dessa novela infantil quando a convidaram para fazer parte de outra produção da TVI, Mistura Fina. Seguiram-se séries bem presentes na memória das crianças nascidas nos anos 1990: Clube das Chaves (TVI), Floribella (SIC) Rebelde Way (SIC) e Detective Maravilhas (TVI). Já adulta fez parte do elenco de Sol de Inverno (SIC), Bem-Vindos a Beirais (RTP) e A Única Mulher (TVI), uma novela que durou dois […]

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

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Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.