Fórum da Sustentabilidade e Sociedade

Lisboa, 29/09/2022 - Agenda do Trabalho Digno: Entrevista a Manuel Carvalho da Silva. Manuel Carvalho

Carvalho da Silva: "Somos muito condescendentes com a pobreza"

Liderou a CGTP durante 26 anos e é hoje coordenador do CoLABOR e investigador do Centro de Estudos Sociais. Em entrevista ao JN, numa altura em que se aproxima a votação final da Agenda do Trabalho Digno no Parlamento, Manuel Carvalho da Silva reivindica atualizações salariais ainda em 2022 para fazer face à inflação, diz que somos uma sociedade "muito condescendente" com a pobreza e considera que o conceito de "colaborador" é um "veneno". Para sublinhar a importância do trabalho, cita o Papa Francisco.

Lisboa, 30/09/2022 - Ministra do trabalho, Ana Mendes Godinho.  Ana Mendes Godinho (Gerardo Santos /

Entrevista: "Agenda do Trabalho Digno é muito discutida por ser poderosa"

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social considera que a Agenda do Trabalho Digno é um instrumento "inovador" e que dará uma resposta "poderosa" aos desafios laborais. Em entrevista ao JN, numa altura em que se aproxima a votação final da Agenda no Parlamento, Ana Mendes Godinho reconhece que o país tem níveis "inaceitáveis" de precariedade, convoca as empresas a subirem salários e vinca a necessidade de proteger os trabalhadores das plataformas digitais, para que não vivam "num mundo à parte".

Opinião

Jorge Conde

Precisamos de um PRR 2.0

Portugal precisa de um segundo plano de recuperação. Quando se começou a falar de PRR, o país vivia uma crise económica motivada pelos muitos meses de contenção nos investimentos e, fundamentalmente, nos consumos. Esta retração teve como motivos anunciados a dificuldade em importar produtos, nomeadamente a partir da China, que motivaram dificuldades ao resto de mundo em produzir os seus próprios produtos. Não havendo produtos, não houve consumos e a economia abrandou.

Jorge Conde

Pedro Marques

Preços da energia: problema comum, resposta comum

O inverno aproxima-se. Aumenta a urgência em responder ao aumento da inflação e, em particular, ao aumento dos preços da energia, bem como às consequências sociais e económicas da guerra na Europa. Além das iniciativas nacionais, como o pacote Famílias Primeiro do governo português, os 27 estados-membros estão a negociar medidas conjuntas, como a limitação dos preços do gás ou um imposto extraordinário sobre os lucros excessivos das empresas energéticas.

Pedro Marques

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Sebastião Bugalho

O outono do seu descontentamento

As tradicionais comemorações da Implantação da República, na Praça do Município, tiveram o seu condão de ironia. Dois homens que foram fundamentais na estabilização - e normalização - da solução de governo conhecida como "geringonça" presidiram à primeira cerimónia em que este governo, apesar de ter maioria no Parlamento, não teve maioria nas intervenções. Diante de António Costa, o possível antecessor do primeiro, e de Augusto Santos Silva, o pretenso sucessor do segundo, Carlos Moedas e Marcelo Rebelo de Sousa, discursaram, sem dúvida em concertação, sobre o passado da nação e o estado do país.

Sebastião Bugalho

Teresa Puebla Rainha

Extremadura, tão perto em todos os sentidos

A Extremadura, com "x", é a região espanhola que mais quilómetros de fronteira partilha com Portugal. Qualquer pessoa que a visite poderá confirmar que as paisagens são idênticas a um e outro lado, e assim aconteceu durante milhares de anos. As fronteiras foram uma invenção humana que trouxeram guerras e desentendimentos, como podemos comprovar nos livros de História. O passado da região extremenha não se pode relatar sem ter em conta o que hoje em dia é Portugal. A Província da antiga Lusitânia Romana abrangia a maior parte do território atual da Extremadura, assim como todas as terras mais ocidentais da península desde o Douro até ao Algarve. Um mapa que voltaria a coincidir, séculos mais tarde, com o do reino taifa de Badajoz. A seguir, os reinos cristãos foram formando as suas fronteiras por toda a Península Ibérica.

Teresa Puebla Rainha

Especial Lisboa

Putin e Timor-Leste

O título deste editorial é a tradução fiel do de um editorial ontem publicado pelo Jakarta Post, grande jornal indonésio em língua inglesa. E alerta a Rússia, nomeadamente o seu presidente Vladimir Putin, para as lições que pode tirar daquilo que se passou com a Indonésia após invadir e anexar a antiga colónia portuguesa de Timor-Leste. O jornal não se esquece de advertir que há diferenças óbvias entre o que se passou em Timor-Leste, em 1975, e agora nos territórios ucranianos anexados pela Rússia, mas o essencial da mensagem, sublinha, é que Moscovo, tal como aconteceu com Jacarta, deve preparar-se para uma recusa da ONU em aceitar a mudança de fronteiras pela força e um desgaste da imagem internacional, pois a maior parte do mundo verá os russos como via os indonésios: violadores do Direito Internacional e desrespeitadores dos Direitos Humanos. O editorial não se esquece de dar uma forte alfinetada aos Estados Unidos, também pelas intervenções que fizeram fora do quadro da ONU, como aconteceu no Iraque em 2003.

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