Série infantil SpongeBob Squarepants acusada de "violência" e "racismo"

O popular desenho animado do canal Nickelodeon foi criticado por uma investigadora da universidade de Washington. "Normaliza a violência, o colonialismo e o racismo", escreve Holly M. Barker

As aventuras de SpongeBob Squarepants, uma esponja do mar que vive dentro de um colorido ananás no fundo mar, num lugar chamado Bikini Bottom, não deixam os miúdos indiferentes. Mas, passadas duas décadas da sua emissão, uma investigadora da universidade de Washington, a antropóloga Holly M. Barker, veio agora acusar a série de promover "a violência e o colonialismo racista", noticia a Sky News.

Num artigo que saiu esta semana na última edição do The Contemporary Pacific, uma publicação do Centro de Estudos para as Ilhas do Pacífico, da Universidade do Havai, a antropóloga americana afirma que "SpongeBob e os seus amigos desempenham um papel na normalização da colonização das terras indígenas, apagando delas o povo ancestral das ilhas Bikini".

Para a investigadora, a cidade submersa apresentada na série é uma referência ao atol de Bikini, nas ilhas Marshall, no Pacífico, local onde os Estados Unidos fizeram vários testes nucleares entre 1946 e 1958.

Holly M. Barker sustenta que a série infantil ajuda a perpetuar, pela presença de SpongeBob em Bikini Bottom, a normalidade da "expulsão violenta e racista dos povos indígenas das suas terras, que permite aos poderes hegemónicos dos Estados Unidos continuar a estender os seus interesses militares coloniais no pós-guerra".

A autora conclui assim que a série promove "as práticas coloniais violentas e racistas".