Professora Wang põe portugueses a cantar em chinês pela quarta vez

Entrevista a Wang Suoying, doutorada em Linguística pela Universidade Nova de Lisboa e a viver em Portugal desde 1991, que é a organizadora de concurso musical luso-chinês este sábado. Académica com vasta obra publicada, Wang e o marido, o também professor Lu Yanbin, foram referidos num artigo do presidente Xi Jinping publicado no DN aquando da visita a Portugal em dezembro do ano passado.

Professora Wang, volta este ano a organizar em Lisboa o Concurso de Canções Chinesas para Não-Nativos, que vai já na quarta edição. Quantos candidatos vão sábado a partir das14 horas cantar em mandarim?

Este ano serão 19 canções, interpretadas por 32 pessoas: 13 a solo, duas em dueto, um trio e há três quartetos.

Que tipo de pessoa concorre? Jovens que andam a aprender mandarim? Ou portugueses que viveram na China?

Mais jovens, sobretudo os que estão a aprender chinês. Por exemplo, Tânia Santos, depois de ter estudado chinês em Portugal, foi trabalhar para a China como leitora de português na Universidade de Estudos Internacionais de Xi´an. Essa cidade de Xi´an é famosa pelo exército de terracota. Ela é atualmente doutoranda da Universidade de Lisboa, participou no concurso do ano passado e volta este ano com uma nova canção. Dos concorrentes deste ano, quatro tiveram experiências no concurso do ano passado e os restantes vão estrear-se. São na sua grande maioria jovens do ensino secundário ou superior. Gostava de destacar o caso de Beatriz Bastião, aluna da Universidade de Aveiro, que anda de cadeira de rodas, começou a estudar chinês em setembro do ano passado e teve a melhor nota da turma no 1.º semestre. Ela vai participar neste concurso com colegas da turma.

Que músicas escolhem? Tradicionais ou modernas? Pode dar algum exemplo?

A lista de canções a concurso abrange tradicionais e modernas. Das tradicionais, por exemplo, a Flor Jasmim. Das modernas, algumas são muito conhecidas, por exemplo, Bem-vindos a Pequim, canção para os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, enquanto as outras que se cantam durante os últimos anos, nem eu conheço, por exemplo, O que aconteceu?, A ternura depois da flor, etc.

O DN fez reportagem na terceira edição. Recorda-se de quem ganhou no ano passado? Com que música?

No ano passado quem ganhou foi Sofia Beatriz Ferreira da Silva, da Universidade do Minho, com a canção Ameixoeira.

Qual o prémio ou prémios para estes corajosos cantores em chinês?

Este ano todos os concorrentes vão receber um certificado de participação, um livro de Lições de Chinês para Portugueses, oferta do Centro Científico e Cultural de Macau, e uma revista Descoberta, oferta da Iberia Universal. Serão escolhidos 1.º prémio, uma canção, 2.º prémio, duas canções, 3.º prémio, três canções, e prémio especial, atribuído a duas pessoas pelo desempenho na participação. Para todos haverá livros, CDs e prendas oferecidos pela Embaixada da China. O nosso objetivo é promover a língua e a cultura chinesa, pelo que os nossos prémios são principalmente livros, dicionários, CDs, etc. Mas este ano, o vencedor será convidado para a Festa do Programa Espaço Aberto, organizada pela Rádio Iris, a 29 de maio, às 21:30. Notamos que as diversas instituições chinesas também estão a organizar concursos do mesmo género na China. Se surgir alguma oportunidade e se o nosso vencedor preencher os requisitos dos concursos chineses, vamos mandá-lo concorrer na China.

O concurso continua a ser no Centro Científico e Cultural de Macau? E de acesso gratuito?

Este ano o concurso é de organização conjunta da Embaixada da República Popular da China, do Centro Científico e Cultural de Macau e da Associação Portuguesa dos Amigos da Cultura Chinesa, com o patrocínio de Iberia Universal, Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro e Instituto Confúcio da Universidade do Minho e com a colaboração do Molihua - Centro de Intercâmbio Cultural e Restaurante New Wok. E sim continua a ser no Centro Científico e Cultural de Macau, na Rua da Junqueira, 30, entre as 14h e 17h. O acesso é gratuito. Todos são benvindos.

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