Permission to Dance on Stage: um concerto nas salas de cinema

Vários cinemas por todo mundo receberam , este sábado 12 de março, o concerto ao vivo Permission to Dance on Stage do grupo sul-coreano BTS.

Um evento que juntou milhares em todo o mundo. Em várias salas de cinema abriram as portas para receber o evento do grupo BTS

Ao mesmo tempo que as salas enchiam, no estádio olímpico de Seul, o grupo sul-coreano BTS subiu ao palco. Em Portugal, a empresa UCI trouxe a algumas das suas alas o formato: concerto live-viewing.

O relógio marcou as 8.45 da manhã quando os cinemas abriram as portas aos fãs dos BTS, as chamadas ARMYs. Apesar de tudo o resto estar fechado - todas as lojas, restaurantes e até o parque de estacionamento - havia uma grande fila de pessoas.

Já na sala do cinema do UBBO (antigo Dolce Vita Tejo, nos arredores de Lisboa), os gritos, danças e músicas, transportaram-nos para um verdadeiro ambiente de concerto. Nos momentos que antecederam o começo, já era possível ver no ecrã, o estádio com ARMYs sul-coreanas igualmente à espera. Para dar início, apareceu um vídeo introdutório do grupo a preto e branco no grande ecrã que originou gritos de entusiasmo.

Proíbidos de cantar no estádio

Ao contrário do que acontecia nos cinemas, em pleno estádio, a plateia estava proibida de gritar e cantar. Esta foi uma das regras para contenção da propagação do vírus da Covid-19.

Para substituir, foi dado as fãs no estádio uma espécie de leque que imita o barulho de palmas - e durante as três horas de filme/concerto, foram colocados gritos de concertos anteriores por cima das palmas.

Para Filipa, 20 anos, uma das administradoras da conta BTS Portugal no Twitter com quase 20 mil seguidores, "a pior parte foi acordar cedo. De resto não houve muita confusão houve gritaria na altura em que era preciso haver mas nada demais".

O repertório incluiu maioritariamente música do álbum BE lançado em 2020 com uma mensagem positiva durante a pandemia e do Map of the Soul: 7. Também se misturou músicas mais antigas de outros álbuns como a Fire, Anpanman, Fake Love e Outro: Wings. Os três singles em inglês Dynamite, Butter e Permission to Dance fizeram também parte do espetáculo.

"Gostei mais do início quando há aquela sensação que o concerto está a começar ficas com aquela adrenalina de "é agora. As músicas mais mexidas e mais animadas são sempre mais interessantes de ver. Nós estamos sentados mas dá vontade de levantar", comentou Filipa ao DN.

Antes da parte final, no ecrã, aparecem instruções que todos seguiram tanto no cinema como no estádio. O objetivo era bater palmas ao ritmo da música Epilogue: Forever Young.

Nos discursos finais dos membros do grupo, Kim Namjoon - líder do grupo- , falou em inglês diretamente para todos os fãs nos cinemas espalhados pelo mundo, pedindo para dançarem e dedicando a música (Permission to Dance) aos fãs. O pedido foi concretizado de mãos no ar, com lanternas dos telemóveis e muito canto.

"No meu caso foi uma experiência brutal. Foi a experiência mais próxima que tivemos de um concerto ao vivo. Para mim foi uma experiência igual . Não tem a mesma emoção mas é muito próximo, tendo em conta que são artistas que dificilmente podem vir a Portugal. E por exemplo, ao contrário de eles lá (no estádio) que estavam à chuva nós estávamos aqui no quentinho, estávamos bem." disse Alexandra, 21 anos, que se tornou recentemente fã do grupo.

O filme/concerto com duração de três horas só estava disponível em coreano, sem legendas. Ainda assim, nada impediu a diversão e animação dentro da sala. Nas redes sociais, como no Twitter, existem outros fãs que fazem a tradução das várias intervenções dos membros do grupo.

Todos os países incluídos na lista, para além do espetáculo ao vivo, colocaram mais uma sessão no mesmo dia para assistir à repetição do concerto. Em Portugal, foi a sessão do 12.45, uma segunda hipótese para os fãs portugueses, Disponível nos cinemas do El Corte Inglés, do UBBO e do Arrabida 20.

"Sendo sincera, gostava muito que houvesse mais eventos destes. Estas coisas são experiencias agradáveis para uma fã. Não é todos os dias que isto acontece. É uma oportunidade única. Acho também que a UCI ter apostado nisto, tendo só três cinemas em Portugal foi muito bom", sublinha Alexandra.

O concerto foi o segundo de uma mini tour de três dias na capital da Coreia do Sul. Este domingo será o último do Permission to Dance on Stage em Seul. A 8 de abril o grupo vai viajar para Las Vegas para um conjunto de concertos de quatro dias no estádio Allegiant.

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