Exclusivo MOTELx um festival com fetiche, mulheres assassinas e Sarah Paulson

Começa esta terça-feira no cinema São Jorge e vai até dia 13. É o 15.º MOTELx e tem mulheres serial killers, fetiches de Carlos Conceição, Sarah Paulson a correr e um cavaleiro verde gótico a abrir. Vale a pena ter medo nestes dias em Lisboa.

Rentrée que é rentrée conta com o MOTELx, o festival que traz terror e o cinema de extremos à capital. Este ano celebra-se a 15.ª edição, mas trata-se já de um evento que não é adolescente, mas sim bem adulto na sua forma e gesto. Cinema para fãs de um género mas sempre com uma disponibilidade de olhar a diversos registos e contaminações. Num ano ainda a lidar com os efeitos da pandemia, o São Jorge terá certamente casas com lotação esgotada de público com máscara. Isto se se confirmar a habitual tendência de ser o evento de cinema com maior média de espectador por sala. Curiosamente, mesmo com esse entusiasmo do público, o festival nunca quis dar um passo maior do que a perna - continua a ter uma duração de apenas seis dias, uma concentração de qualidade em vez de quantidade. E, na teoria, o cardápio deste ano parece nada devedor das melhores edições deste alojamento de sangue e tripas.

Se já em 2020 as salas do São Jorge tiveram casas cheias, a direção do festival conta ao DN que neste festival a experiência coletiva conta muito: "Tudo depende da popularidade do género e principalmente da experiência coletiva. O efeito catártico do terror não funciona tão bem sem estes elementos. É reconfortante saber que ainda há tanta gente a preferir a sala de cinema em vez da sala de casa". Na verdade, o verdadeiro habitué do festival sabe que o ambiente em setembro na Avenida da Liberdade inclui gargalhadas em cenas "gore", aplausos após desmembramentos e euforia nos saltos da cadeira durante as cenas dos sustos. Acima de tudo, organização e frequentadores, mesmo levando a sério tudo isto, mantém sempre um humor muito especial perante vampiros, serial killers ou zombies. Um humor que se encontra também na comunicação do festival, capaz de veicular um menu dos filmes no Instagram onde são divididos como "extra-forte", "forte" e "normal", sendo que nos mais lógicos de chocar está o imenso Audition, do japonês Takashi Miike, programado numa secção chamada Fúria Assassina: Mulheres Serial Killer, na qual se escolhem filmes onde as mulheres não são as vítimas. Uma ótima ideia que terá também um debate.

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