Luta e Judo. Os lado B de João Pedro Pais

"A minha postura na vida profissional provem do desporto".

Foi campeão nacional de luta olímpica. Esteve na corrida para um lugar olímpico para os jogos de Barcelona em 1992. Anos antes, em 1989, no campeonato do mundo de seniores, em Martigny, na Suíça, alcançou a oitava posição - ainda hoje a melhor classificação de um atleta português na categoria de séniores até 52 kgs. A luta olímpica de alta competição durou até 1995, mas continua, ainda hoje, a par do judo, a ser o lado B do cantor João Pedro Pais. Mas a música, que tal como o desporto aprendeu no Casa Pia, sempre esteve presente. "Tocava em bares, sobretudo na zona de Porto Covo, Sines, Santo André", o que nem sempre era compatível com a vida de atleta, mas foi quando obteve o segundo lugar no programa Chuva de Estrelas, na SIC, também em 1995, que as coisas mudaram e a fama e o reconhecimento chegaram. Dois anos depois gravou o primeiro disco de uma carreira que já leva 25 anos, mas que não lhe tira os pés do chão. "Não sou um dado adquirido e cada vez vai ser mais difícil. As pessoas preferem os mais novos, e eu tenho que me reinventar".

A relação com a luta continua, para além dos treinos, "apoio a seleção de luta olímpica e este ano fui convidado para embaixador do desporto pelo IPDJ, o que é uma honra". A luta e a música ligam-se, diz o cantor. "A minha postura na vida profissional provém do desporto. Pela maneira de saber estar. Estou habituado às derrotas, sei perder e estou preparado para enfrentar as dificuldades". Aos 50 anos, metade dos quais de guitarra na mão, João Pedro Pais, continua a apresentar o seu trabalho. O próximo concerto é já no dia 7 de dezembro no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.

filipe.gil@dn.pt

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