John Legend sobre R. Kelly: "Um abusador de crianças"

Estreou nos EUA documentário que dá voz às raparigas que acusam R. Kelly de abuso sexual. Só dois músicos aceitaram participar no programa.

Surviving R. Kelly, a minissérie documental sobre o músico norte-americano que foi acusado de abuso sexual de menores, estreou na quinta-feira à noite no canal Lifetime (EUA), e já está envolta em polémica. Para falar sobre R. Kelly, o músico de 51 anos responsável por sucessos como I Believe I Can Fly e Bump N'Grind, foram entrevistadas mais de 50 pessoas mas apenas duas delas eram músicos: John Legend e Stephanie "Sparkle" Edwards.

A produtora executiva do programa, Dream Hampton, explicou que vários artistas recusaram ser entrevistados: "Quando procurámos celebridades, foi incrivelmente difícil encontrar pessoas que tivessem trabalhado com R. Kelly e quisessem falar. Pedimos a Lady Gaga. Pedimos a Erykah Badu. Pedimos a Celine Dion. Pedimos a Jay-Z. Pedimos a Dave Chapelle". Sabendo que o documentário iria focar-se mais nas acusações a R. Kelly do que na sua carreira musical, ninguém se quis envolver.

Dream Hampton considera que John Legend foi "um herói" por aceitar dar a cara. Mas o músico recusa esse rótulo: "A todos os que dizem quão corajoso eu sou por ter aparecido no documentário respondo que não me pareceu nada arriscado", comentou no Twitter. "Eu acredito nestas mulheres e não estou interessado em proteger um abusador de crianças. Decisão fácil."

Em 2006, o músico foi a tribunal por usar pornografia infantil mas acabou por não ser condenado. Também foi acusado de casar ilegalmente com a cantora Aaliyah quando ela tinha apenas 15 anos. Mais recentemente foi acusado de participar num culto sexual com menores, bem como de outros comportamentos abusivos com raparigas. Na sequências destas acusações, os serviços de streaming Spotify, Apple Music e Pandora retiraram as músicas de R. Kelly dos seus catálogos.

A série Surviving R. Kelly (Sobrevivendo a R. Kelly) tem três episódios dedicados ao músico mas que são sobretudo sobre os escândalos sexuais, dando voz às vítimas. Os outros episódios, de uma hora cada, serão exibidos na sexta e sábado (dias 4 e 5 de janeiro). Antes da estreia, o músico tinha ameaçado processar o canal LIfetime se insistisse em exibir o programa.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG