Exclusivo Jardinagem. O lado B de Isabel Alçada

Telemóvel no bolso, auscultadores nos ouvidos e tesoura na mão. É assim que a escritora e ex-ministra da Educação Isabel Alçada junta, muitas vezes, a jardinagem com a criação literária que há décadas partilha com Ana Maria Magalhães. Sobretudo nos tempos de confinamento, em que é à distância que ambas podam as suas histórias.

O gosto de Isabel Alçada pela jardinagem, e sobretudo o contacto com as plantas e a terra, começou quando tinha 18 anos, conta. Desde então leu quase tudo o que havia para ler sobre plantas e jardins e já plantou dois de raiz.

Atualmente, cuida do seu em sua casa, o que lhe dá um grande gosto e... trabalho. "O jardim é um ser vivo, vai-se alterando e tem exigências. Se não lhe damos o atendimento que ele quer, dispara em várias direções, e quando tentamos intervir, às vezes já pode ser tarde", explica. Seja inverno ou verão, é sobretudo ao fim de semana que dedica mais tempo à jardinagem. Durante a semana menos, mas confessa que não consegue dar uma volta pelo jardim sem levar a sua tesoura para um eventual arranjo.

E gosta de cultivar uma tradição que já tem mais de 20 anos: compra sempre pinheiros vivos de Natal e planta-os depois no jardim. "São marcos das nossas vidas e das comemorações natalícias aqui em casa."

Entre outras das suas plantas preferidas estão as tílias e os juníperos, "que é a planta de Juno, mulher de Júpiter, que os romanos levavam para dentro de casa para dar felicidade no início de cada ano". O lado B de Isabel Alçada tende a misturar-se com a escrita, mesmo que de forma ténue.

A conversa que deu azo a estas linhas foi antecedida de outra, revela, em que estava a precisamente a descrever um jardim japonês numa história que em breve estará nas folhas de um livro.

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