Um dia para entrar no Jardim, e no Palácio de Queluz, sem pagar

Comemorando a atribuição do Prémio Europa Nostra ao jardim botânico, o Palácio Nacional de Queluz vai estar aberto gratuitamente durante um dia

O Palácio de Queluz e os Jardins estarão abertos ao público, gratuitamente, no sábado, dia 7, assinalando a atribuição do prémio Europa Nostra à recuperação do jardim botânico deste monumento nacional.

O programa inclui visitas encenadas ao Jardim Botânico, teatro de marionetas no Canal dos Azulejos, jogos de corte com personagens de época, passeios de charrete e volteio de burro, de acordo com um comunicado da Parques de Sintra, a entidade que gere o Palácio Nacional de Queluz e os seus jardins. No auditório vai passar um filme de animação sobre o Jardim Botânico.

A animação acontece às 10.00, 12.00, 14.00 e 17.00.

O Jardim Botânico recebeu os prémios Europa Nostra 2018 nas de Conservação e Escolha do Público, no dia 15 de junho. Foram distinguidos 29 vencedores de 17 países nas categorias de conservação, investigação, serviço dedicado e educação, formação e sensibilização, atribuídos por um júri de especialistas.

"Este projeto foi bem-sucedido na redescoberta e recuperação de um jardim que se pensava perdido. Para isso recorreu-se a investigação arqueológica, à análise dos fragmentos restantes do jardim e da documentação existente", sublinhou o júri do Prémio Europa Nostra, citado no comunicado da Parques de Sintra.

Construído entre 1769 e 1780, o Jardim Botânico de Queluz servia para entreter e educar os príncipes. Cheias e outros fenómenos naturais foram castigando o Jardim Botânico. Em 1940 foi transformado num roseiral e em 1984, na sequências das cheias do ano anterior, foi desmontado. As pedras ficaram espalhadas aleatoriamente pelo jardim enquanto o espaço servia de picadeiro à Escola Portuguesa e de Arte Equestre.

Do projeto de reabilitação consta a recuperação do Index de Manuel de Moraes Soares, de 1789, que reúne as espécies existentes na época no jardim. Dentro das estufas foram plantados ananases, como na época.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.