Sims no telemóvel foi proibido em sete países. Homossexualidade será a causa

China, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Kuwait, Catar e Egito vão deixar de ter acesso ao jogo disponibilizado em plataformas mobile, alegadamente devido a conteúdos homossexuais

O anúncio foi feito pela Electronic Arts (EA), a empresa responsável pelo desenvolvimento do popular jogo eletrónico The Sims FreePlay, através do fórum oficial.

O jogo que está disponível nas plataformas mobile como iOS, Android e Windows Phone deixará de estar presente em sete países - China, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Kuwait, Catar e Egito -, a partir de dia 5 de julho. Em causa, o facto de "não estar em conformidade com regras regionais", lê-se no comunicado.

O tom da declaração deixa adivinhar que as restrições podem ser fruto dos conteúdos homossexuais existentes no The Sims. Note-se que neste jogo, por exemplo, os homens podem engravidar e que, desde de 2009, os casais homossexuais podem pedir os parceiros em casamento.

"Nós sempre tivemos orgulho que as nossas experiências no jogo abracem valores diversos como os existentes na nossa comunidade. Isto é tão importante para nós quanto para vocês", escreveu o representante da EA.

Assim, a partir de 5 de julho o jogo deixará de estar disponível para download na China, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Kuwait, Catar e Egito.

Mas quem já tem a aplicação instalada vai poder continuar a jogar. Só vai deixar de receber atualizações e, uma vez apagada a app não poderá reinstalá-la.

"Como o jogo não será mais atualizado, ele pode deixar de funcionar no futuro. Se apagar a aplicação ou se mudar de telemóvel, perde o jogo", lê-se.

A saga Sims

O jogo de simulação de vida foi criado no ano 2000 e permite aos utilizadores viver uma existência paralela e virtual. Os personagens têm autonomia sobre o que fazem e o que vivem, até a nível amoroso. De facto, aqui até os homens podem engravidar.

Desde 2009, em algumas versões da aplicação, os personagens homossexuais podem pedir em casamento os seus parceiros - possibilidade que surgiu vários anos antes do casamento gay ser legalizado em países como o Reino Unido, EUA e Alemanha.

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