"Peregrinação" de João Botelho candidato a nomeação para Óscares e Goya

O filme Peregrinação, de João Botelho, é o candidato de Portugal a uma nomeação para os prémios Óscares e Goya em 2019, anunciou hoje a Academia Portuguesa de Cinema.

A longa-metragem, que transpõe para cinema episódios do livro Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto, é a escolha portuguesa para uma nomeação para o prémio de melhor filme estrangeiro tanto nos Óscares (EUA) como nos Goya (Espanha).

Peregrinação, impresso pela primeira vez em 1614, é um relato da presença dos portugueses no Oriente e uma crónica de viagens de duas décadas de vivência de Fernão Mendes Pinto.

Quando rodou o filme, no ano passado, João Botelho contou à agência Lusa que o filme "não é a Peregrinação de Fernão Mendes Pinto", mas é uma parte, "como se fosse uma introdução à leitura" da obra.

O filme é protagonizado por Cláudio da Silva, à frente de um elenco que inclui ainda, entre outros, Catarina Wallenstein, Pedro Inês, Maya Booth, Cassiano Carneiro, Rui Morisson, Jani Zhao e Zia Soares.

Do filme faz também parte Por este rio acima, do músico Fausto Bordalo Dias, interpretado por um coro masculino.

Os prémios de cinema espanhol Goya serão entregues a 02 de fevereiro, enquanto a cerimónia dos Óscares está marcada para 24 de fevereiro.

Ler mais

Exclusivos

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.