Presidente diz que jamais serão esquecidas as personagens de Laura Soveral

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que jamais serão esquecidas as personagens interpretadas por Laura Soveral, nem o seu papel no cinema, numa reação à morte da atriz.

"Não esqueceremos as personagens que nos deixou, altivas como a Maria Prazeres de Uma Abelha na Chuva, comoventes como a Aurora de Tabu, porque foi em Laura Soveral que os nossos cineastas pensaram, quando quiseram que o cinema português fosse moderno", afirma Marcelo Rebelo de Sousa, na mensagem de pesar publicada no 'site' da Presidência da República.

A atriz Laura Soveral "fica sobretudo como presença fundamental do cinema português, em Uma Abelha na Chuva, de Fernando Lopes, e em Tabu' de Miguel Gomes, mas também em Francisca ou Vale Abraão, de Manoel de Oliveira", escreve Marcelo Rebelo de Sousa, que lembra igualmente a participação da atriz nos filmes de José Fonseca e Costa, José Álvaro Morais, João Botelho e Teresa Villaverde.

O Presidente da República recorda ainda a interpretação de atriz em textos de Kafka e de Arthur Miller, com o Grupo de Ação Teatral, no Teatro Villaret, em 1970/71, e sua versatilidade, assinalada desde o início da carreira, com os prémios de Melhor Atriz de Cinema e com o Prémio Bordalo da Casa da Imprensa, em Teatro.

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Henrique Burnay

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Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.