Nuno Júdice e Tolentino de Mendonça entre os semifinalistas do Prémio Oceanos

São 16 os autores portugueses com obras selecionadas para a semifinal do Prémio Oceanos 2018, que será decidido em outubro. Os restantes são brasileiros, moçambicanos, um cabo-verdiano e um timorense. Desta vez há também uma romena, um espanhol e uma suíça que escrevem em português

Os romancistas portugueses selecionados são Rui Nunes, Bruno Vieira Amaral, Patrícia Reis, Sandro William Junqueira, H.G. Cancela, David Machado, Luís Osório, João Pinto Coelho e António Oliveira e Castro. Livros de contos de Júlio Henriques e de A.M. Pires Cabral estão entre também entre os semifinalistas.

São cinco os poetas portugueses nesta lista: José Tolentino de Mendonça, Nuno Júdice, António Carlos Cortez, Luís Quintais e Frederico Pereira.

De Moçambique foram escolhidos quatro poetas: Gisela Gracias Ramos Rosa, Rogério Manjate, Mbate Pedro e Luís Carlos Patraquim (com duas obras). Romances de Luís Cardoso (Timor) e Jorge Carlos Fonseca (Cabo Verde) figuram também na lista de 60 selecionados.

Milton Hatoum, Sérgio Sant'Anna, Patrícia Melo e Noemi Jaffe contam-se entre os 34 semifinalistas brasileiros.

O poeta espanhol Alfonso José Pexegueiro e a poetisa romena Golgona Anghel, que editam em Portugal, e a poetisa suíça Prisca Agustoni, que publica no Brasil, são a presença inédita entre os semifinalistas do Oceanos, por se tratar de autores que adotaram o português como língua literária, não sendo originários de países que não o têm como língua oficial.

O júri de 70 escritores, críticos literários, ensaístas e académicos decidiu também os nove jurados que vão determinar, em outubro, as dez obras finalistas. Três são portugueses - Pedro Mexia, Maria João Cantinho e Helena Buescu - a quem se juntam a angolana Ana Paula Tavares e os brasileiros Julián Fuks, Daniel Munduruku, Heitor Ferraz, Flora Sussekind, e Carola Saavedra.

Concorreram neste ano ao Prémio Oceanos 1364 obras de 346 editoras. Este prémio literário é patrocinado pelo banco Itaú, pelo Estado Português através do Fundo de Fomento Cultural, e pela CPFL, empresa brasileira de energia. Selma Caetano, Manoel da Costa Pinto, Mirna Queirós e Isabel Lucas são os curadores deste Prémio que se destina a valorizar a literatura escrita em português e a proporcionar o conhecimento e a partilha entre autores, editores e leitores dos diferentes países.

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