Museus britânicos querem ficar com o bebé Trump

Museu britânico, museu de Londres e o Bishopsgate Institute estão interessados em ter um exemplar do balão Trump nas suas coleções.

A associação portuguesa Ephemera lançou o apelo no Facebook para recolher imagens dos protestos em Londres, durante a visita de Donald Trump. Mas há quem vá mais longe.

Pelo menos três instituições britânicas querem juntar ao seu acervo um Trump Baby, o balão que voou nos céus de Londres durante as manifestações contra o presidente norte-americano durante a sua visita à capital do Reino Unido, como conta o The New York Times.

Museu Britânico, Museu de Londres e o Bishopsgate Institute mostraram interesse no balão, um objeto com cerca de seis metros de altura.

O museu da cidade e o Bishopsgate Institute admitem dificuldades para mostrar o balão, sem terem exatamente como expô-lo de forma permanente, enquanto o Museu Britânico se propõe mostrá-lo já em setembro numa exposição dedicada à história da dissidência e protesto.

O Museu do Design reconhece que se trata de um "importante momento de protesto", numa declaração citada pelo jornal norte-americano.

Em qualquer caso, "uma conversa interessante para ter", segundo a diretora do Museu de Londres, Sharon Ament.

Victoria & Albert dispensam

Entre os museus ouvidos pelo The New York Times, o Victoria & Albert disse que não está interessado. Uma curadora rejeitou que o balão tivesse lugar nas coleções da instituição, apesar de algumas pessoas o terem sugerido. Explica que o museu, onde existe uma unidade de resposta rápida, se limita a receber os objetos que são importantes pelo seu design. E, embora o balão Trump Baby seja um bom objeto de protesto, "não é o seu design que levanta estas questões.

Bebé Trump é uma criação de um grupo de ativistas ingleses

De fraldas e telemóvel na mão, Trump Baby circulou junto ao Parlamento com autorização do mayor da cidade, Sadiq Khan. A câmara entendeu que a Câmara fez uma declaração dizendo "apoiar o direito a um protesto pacífico e entender que isto pode ser feito de muitas formas".

Trata-se de uma criação de um grupo de ativistas políticos que amealharam 18 mil euros para conseguir ter o balão no ar.

E, para já, ainda não é certo que o balão vá mesmo para um museu. "Temos de nos sentar e conversar sobre o que vai acontecer ao Trump Baby no final", disse Kevin Smith, um dos ativistas deste grupo que se chama a si mesmo Trump Babysitters. "Não descartamos a hipótese de que termine num museu, mas a prioridade agora mesmo é que faça o máximo de quilómetros possível numa digressão global aborrecendo Trump e as políticas de ódio e divisão que ele representa", disse, citado pela Artnet. Porque a intenção primordial é que apareça em todos os locais onde o presidente norte-americano está.

Portuguesa Ephemera quer registar os acontecimentos

Em Portugal, a associação Ephemera, liderada pelo historiador Pacheco Pereira, de imediato se interessou pelos protestos. Via Facebook, como tem sido hábito, lançou o apelo. "Precisamos de cobrir a semana de protestos anti-Trump, do balão às paredes e às ruas. Keep calm and make pictures of everything...".

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