Morreu V.S. Naipaul, Nobel da Literatura

Vencedor do prémio em 2001 morreu este sábado em Londres, aos 85 anos. Notícia avançada pela família

O escritor britânico V.S. Naipaul, vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 2001, morreu este sábado na sua casa em Londres, aos 85 anos.

A notícia foi adiantada pela família, em comunicado. "Ele foi gigante em tudo o que conseguiu e faleceu rodeado por aqueles que ele amou, tendo vivido uma vida cheia de incrível criatividade e esforço", afirmou a esposa, Nadira Naipaul, em declarações reproduzidas pela BBC.

Natural de Trindade, em Trindade e Tobago, nas Caraíbas, publicou mais de 30 livros em mais de cinco décadas, desde comédias românticas passadas no país natal a memórias e diários de viagens.

O seu romance de 1961, Uma Casa para o Sr. Biswas, é vista por muito críticos por muitos críticos como um dos seus mais importantes trabalhos. Trata-se da história de um indivíduo de Trindade e Tobago com origens indianas que luta constantemente pelo sucesso e fracassa na maioria das vezes. Meio século depois, foi distinguido com o Nobel "por ter unido uma narrativa percetível e um escrutínio incorruptível em obras que nos obrigam a ver a presença de histórias suprimidas".

Naipaul nasceu em Chaguanas, Trinidad, e tinha seis anos quando a sua família se mudou para a capital do país, Port of Spain. Em 1948, ganhou uma bolsa do governo para ser Leitor de Inglês na Universidade de Oxford - onde sofreu um colapso nervoso -, e onze anos depois escreveu o seu primeiro romance, titulado de Miguel Street.

O seu primeiro casamento foi com Patricia Hale, que conheceu em Oxford, em 1955. No entanto, a sua mulher morreu em 1996 e, pouco depois, Naipaul casou-se com Lady Nadira, 20 anos mais nova que ele.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.