Leopardo de Ouro. De Marcelo a Costa, todos felicitam o cineasta

Pedro Costa foi distinguido com galardão máximo do Festival de Cinema de Locarno. "A internacionalização da cultura portuguesa deve muito ao talento e singularidade do nosso cinema", diz o primeiro-ministro

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou este sábado o cineasta português Pedro Costa por ter conquistado o Leopardo de Ouro, prémio máximo do Festival Internacional de Cinema de Locarno, na Suíça. Também o primeiro-ministro, António Costa, e a ministra da Cultura, Graça Fonseca deram os parabéns ao realizador que foi distinguido pelo filme Vitalina Varela".

"Fiel às pequenas e grandes sagas das gentes de Cabo Verde, que em filmes anteriores fomos seguindo na companhia de Ventura, Pedro Costa mantém igualmente uma atenção inabalável às pessoas que filma. O que torna especialmente justo que Locarno tenha distinguido a atriz Vitalina Varela com o prémio de melhor interpretação feminina", afirma Marcelo Rebelo de Sousa numa mensagem publicada na página oficial da Presidência da República.

O chefe do Estado considera ainda que "se o reconhecimento internacional de um cineasta português é sempre motivo de regozijo, é-o ainda mais quando demonstra que o cinema pode ser empatia intransigente e rigor fulgurante".

Já o primeiro-ministro escreveu no Twitter: "Parabéns ao realizador Pedro Costa pelo Leopardo de Ouro atribuído ao seu filme "Vitalina Varela" no @FilmFestLocarno", escreveu o governante na rede social Twitter.

"A internacionalização da cultura portuguesa deve muito ao talento e singularidade do nosso cinema", referiu, realçando ainda que "este prémio é, uma vez mais, prova disso".

Graça Fonseca, ministra da Cultura, felicitou Pedro Costa e a protagonista do filme, a atriz Vitalina Varela, pelo prémio de melhor interpretação feminina na 19.ª edição dos Boccalini D'Oro, atribuídos pela crítica independente.

"A distinção conhecida hoje [sábado] em Locarno sublinha a importância internacional do cinema de Pedro Costa", começa por afirmar a ministra.

"A atenção ao rigor dos detalhes, a comunhão das diferentes linguagens técnicas, como a fotografia e o som, e a entrega dos intérpretes a uma narrativa que questiona a perceção e a realidade, fazem do cinema de Pedro Costa um exemplo a destacar na história do cinema contemporâneo", continua Graça Fonseca.

A governante refere que o Festival de Cinema de Locarno "tem sido um lugar cúmplice para o cinema português", dando como exemplos distinções como a de 1987 (Leopardo de Ouro para "O Bobo", de José Álvaro de Morais) e de 2013, com o prémio especial do júri para "E agora, lembra-me?", de Joaquim Pinto.

Depois de ter sido distinguido em Locarno, em 2014, com o prémio de melhor realização por "Cavalo Dinheiro", Pedro Costa regressou este ano ao festival estreando o filme sobre uma mulher cabo-verdiana que chega a Portugal três dias após a morte do marido, depois de ter estado 25 anos à espera de um bilhete de avião.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.