"Leaving Neverland". Paris Jackson nega tentativa de suicídio

Vários órgãos de comunicação social noticiaram que a filha mais velha do "Rei da Pop" reagiu mal à estreia do documentário a a tudo o que se seguiu. Manequim terá sido hospitalizada este sábado

Paris Jackson desmentiu categoricamente a notícia do site TMZ depois do canal de notícias ter revelado que a manequim de 20 anos tinha tentado cometer suicídio. "Mentirosos", escreveu a modelo no Twitter, negando que tenha sido hospitalizada depois de ter atentado contra a própria vida.

O site publicou imagens que mostravam a chegada de Paris a casa após ter sido assistida no hospital. Citando fontes da família, o TMZ escreve que a tentativa de suicídio está relacionada com o documentário Leaving Neverland, onde o "rei da Pop" é acusado de ter abusado sexualmente de várias crianças durante anos.

O TMZ recorda outra tentativa de suicídio de Paris Jackson - em 2013 - e a sua luta de vários anos contra a depressão. De acordo com o site, os filhos do cantor reagiram mal à estreia do documentário, dizendo que este só foca um dos lados da história. O ato de Paris Jackson poderá estar relacionado com a polémica gerada após a estreia do documentário.

O incidente com a modelo terá recebido a classificação 5150 - usada pela polícia quando alguém pode ser um risco para si mesmo, devido a problemas mentais, por exemplo - e a razão terá sido mesmo uma tentativa de suicídio.

Fonte da polícia de Los Angeles confirmou à People que uma ambulância foi enviada a casa de Paris Jackson em resposta a um alerta para uma tentativa de suicídio.

A resposta da manequim às notícias sobre o seu alegado suicídio chegou via Twitter e em tom furioso. Paris chamou os jornalistas da TMZ de mentirosos.

Museu das Crianças retira artigos de Michael Jackson da exposição

Depois da estreia de Leaving Neverland, o Museu das Crianças de Indianápolis, localizado a duas horas de Gary, Indiana, a terra natal de Michael Jackson, decidiu retirar da exposição dois artigos que tinham pertencido ao cantor: um par de luvas de Jackson - compradas em leilão em 2017 - e um póster autografado pelo artista.

"Quando olhamos para algo histórico de uma maneira diferente, às vezes reavaliamos se é apropriado estar (em exibição)", disse o diretor de coleções do museu, Chris Carron, ao The Indianapolis Star.

O documentário Leaving Neverland, realizado por Dan Reed, teve várias consequências negativas para a imagem de Michael Jackson. Foram várias as estações de rádio que baniram as músicas do rei da pop e a sua estátua foi removida do Museu Nacional de Futebol da Grã-Bretanha.

Na Nova Zelândia, a emissora pública e outras entidades comerciais decidiram deixar de emitir as músicas de Jackson. A emissora RNZ afirmou aplicar "julgamento editorial" a qualquer música e que devido ao panorama atual, Jackson e a sua música não correspondem ao pretendido pela estação, de acordo com o The Guardian.

O diretor da emissora New Zeeland Media and Entertainment (NZME), Dean Buchanan confirmou também ter retirado o músico da playtlist. Este diz que as programações "são mudadas todas as semanas", porém, neste momento as músicas de Jackson não fazem parte das próximas.

No entanto, esta situação não aconteceu apenas nas emissoras da Nova Zelândia. Depois das acusações feitas ao cantor, algumas emissoras do Canadá decidiram também eliminar "o Rei da Pop" das suas playlists . As estações CKOI, Rythme e a The Beat confirmaram ter retirado as músicas na passada segunda-feira. Christine Dicaire, porta-voz da companhia Cogeco - que gere 23 estacões de rádio, diz que a atitude deve-se à polémica gerada pelo documentário e à reação do público.

Apesar de o The Times ter declarado que a BBC também tinha retirado Jackson da sua emissão, a emissora recusou, dizendo que "a BBC não bane artistas" à revista Variety. "Ainda hoje, uma estação passou uma música de Michael Jackson", disse a porta-voz da emissora.

O diretor de Leaving Neverland, Dan Reed diz que o impacto do documentário só será percetível com o tempo. "As pessoas têm de ouvir a música de Jackson com o conhecimento que ele era violador infantil prolífico. Se estão confortáveis com isso, tudo bem. Se não estão, talvez escutem outra coisa por um tempo", citado no The Guardian.

O estado de Michael Jackson condenou o documentário, acusando-o de ser uma "forma patética de extorquir e fazer dinheiro a partir de Michael Jackson" e os fãs do cantor já realizaram várias ameaças a Reed.

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