Premium Há um guardião da viola dos dois corações

Um dos principais divulgadores da viola da terra, Rafael Carvalho, músico e professor, explica a história e a estética do instrumento dos Açores e fala do seu atual momento de "redescoberta" no arquipélago.

No Carnaval da Graciosa, nos bailes regionais que acontecem quase todas as semanas em São Jorge, na Chamarrita do Pico, nas festas do Espírito Santo ou um pouco por todos os pontos do arquipélago, a viola da terra é uma das sonoridades mais características dos Açores. Ao som daquela viola de arame, peculiar, junta-se a imagem, com dois corações que lhe dão um nome alternativo.

Durante muito tempo faltaram construtores, agora veem-se alguns na casa dos 30 anos a interessarem-se pelo instrumento, ensinado no Conservatório Regional de Ponta Delgada e em cada vez mais escolas do arquipélago. Cada vez mais a viola da terra é também mais escutada a solo. Rafael Carvalho é um dos principais responsáveis por isso. Em 2018 lançou 9 Ilhas, 2 Corações, o seu quarto disco, muito diferente dos outros. Aqui só se ouve a viola da terra, numa espécie de arquivo sonoro do reportório tradicional açoriano.

Ler mais

Exclusivos