"É um cretino", diz o compositor Morricone de Quentin Tarantino

O lendário compositor italiano - que ganhou um Óscar pelo seu trabalho no filme "Os oito odiados", de Quentin Tarantino, ataca o realizador

A relação entre Ennio Morricone e Quentin Tarantino nunca foi a melhor, ao nível, segundo o El Mundo, de um "tenso spaghetti western". Os primeiros sinais de tensão surgiram logo em 2012, quando trabalharam juntos no filme "Django Libertado", mas tudo passou.

No filme "Os oito odiados", em 2015, Morricone compôs a música original e acabou por ganhar um Oscar. Mas, de acordo com o que contou numa entrevista à edição alemã da Playboy - na qual aproveita para voltar a atacar Tarantino sem "papas na língua" - esse famoso prémio nem foi uma experiência agradável.

"Fala sem pensar e deixa tudo para fazer à última da hora. É um caos", afirma. E foi mais longe: "Ele é um cretino. Rouba a todos e mistura tudo. Nada é original. E nem se pode chamar um diretor, não é comparável aos autênticos e grandes diretores de Hollywood, como John Huston, Alfred Hitchcock ou Billy Wilder. Eles eram muito bons. Tarantino só reaquece os ingredientes", sublinha o compositor.

Ennio Morricone não tens ilusões sobre os EUA. Nem sobre o dia em que ganhou um Oscar."Tolices. Não me emocionou nada. Só estava dorido por ter ficado sentado tanto tempo. Tive dores terríveis nas costas, tanto no avião como na cerimónia. Mesmo assim, mantive um ar satisfeito, pois sabia que a cerimónia logo terminaria e poderia sair", lembra Morricone, que completa 90 anos este sábado.

"Não quero voltar a viajar para os Estados Unidos com todas as suas pomposidades e a vergonha que são os Oscar", acrescentou.

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